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Chamaram a Festa Literária de Paraty 2009 de: a FLIP do adultério. Realmente não foram poucos os escritores que trataram deste tema em suas apresentações. Há muita gente cansada de conviver com a mentira em suas relações. Tenho observado com certa vibração interna que este tema tem estado cada dia mais presente na mídia. Talvez seja sinal dos novos tempos cobrando uma remodelagem na maneira de nos relacionarmos.

Uma dessas pessoas é o elegante escritor Gay Talese. Nascido em uma cidade próxima a NY, este filho de alfaiates italianos foi educado numa constante dualidade de opiniões. Seus pais moravam em um pequeno sobrado de dois andares onde no térreo atendiam clientes, falavam somente em inglês e elogiavam os ideais americanos. A noite, depois de subir poucos degraus para chegar em casa, escutava-se apenas o italiano e a postura americana, principalmente durante a II Guerra, era severamente condenada. Certamente estas cisões de opiniões incomovam-no bastante pois marcaram fortemente a carreira do jornalista. Junto com Truman Capote, Talese liderou um movimento de escrever com estilo literário textos jornalísticos. Gay tornou-se um obcecado pela verdade e a buscou em todos os seus livros e artigos de importantes jornais.

"A arte imita a vida" - se a artista plástica e também escritora Sophie Calle fosse escrever esse axioma, certamente o inverteria. "A vida imita a arte" - soa mais afinado em seu refinado sotaque parisiense.

Certa vez, Sophie decidiu, sem motivo algum, seguir um homem desconhecido que caminhava pela rua. Da experiência, criou uma instalação. Em Veneza, admitiu-se como camareira de um hotel para fotografar as malas dos hóspedes. Depois dormiu numa cama macia no último andar da Torre Eifel, e continuou a colecionar experiências e exposições.

A artista repete um interessante ritual nas comemorações dos seus aniversário. Convida para a festa, um número de amigos igual aos anos que tem e um convidado surpresa, representando o ano que virá, certamente inusitado. Também não abre os presentes, guardando-os para momentos de solidão ou para criar mais obras de arte. Este estranho costume intrigou um dos desconhecidos convidados, o escritor Grégoire Bouiller. Inspirado pela experiência maluca que viveu com os amigos de Sophie escreveu, O convidado surpresa.


A Festa Literária Internacional de Parati, carinhosamente apelidada de FLIP, já se tornou um grande evento brasileiro, certamente o maior desta matéria no país. Em todas as edições, um dos nossos escritores é homenageado. Este ano, o poeta Manuel Bandeira foi quem recebeu todos os elogios póstumos da sua obra.

Chico Buarque, lançando Leite Derramado atraiu a maior parte da atenção. No entanto, celebridades intrnacionais como Gay Talese, Sophie Calle e Antonio Lobo Antunes também abrilhantaram o evento.

A FLIP é um encontro de idéias, onde a literatura tem o papel central. Uma exposição onde os pensamentos, transformados em palavras, nos dão uma visão melhor do mundo.

Nos próximos artigos discorrerei sobre os escritores que trouxeram as mais interessantes reflexões à Paraty.

Minha capacidade de aprender com as experiências da vida, ampliou-se muito desde que comecei a praticar SwáSthya Yôga. Acredito que boa parte das vivências que exponho neste blog não seriam vividas, e muito menos, transformadas em texto, caso eu não tivesse travado contado com este método. Pois no próximo 1˙ de agosto, vou ensinar seus aspectos mais importantes, num curso que abrange a história, a beleza e a profundidade desta nobre filosofia.
Para saber mais www.yogadoitaim.com.br




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