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No final de 2007 escrevi um artigo intitulado Um bom ano que trata deste momento especial que passamos a cada virada de ano, fala de métodos para a escolha de metas e da importância na constância dos propósitos. Sugiro sua leitura por ser complementar a este que se chamará Um Ótimo Ano.

Acredito que a evolução humana acontece quando aprimoramos aquilo que não temos bem desenvolvido e ao mesmo tempo otimizamos nossas qualidades. Pois essa segunda parte, na maioria das vezes, fica esquecida na passagem de ano. Todos refletem, pensam no que não fizeram tão bem e se propõem a melhorar para alcançar metas, e isso é muito importante. No entanto, não podemos nos esquecer do outro lado da equação. Reforçar nossas habilidades, qualidade e virtudes.

Procure fazer uma reflexão e trazer a tona tudo o que de bom você fez em 2008. Se possível escreva. Tente deixar a humildade de lado por uns momentos e valorizar-se. Celebre, comemore, pois tenho a certeza que você é hoje uma pessoa melhor que era no dia 31 de dezembro de 2007. Recorde de todas as melhorias que você efetivamente conquistou, as habilidades que desenvolveu e os bons momentos que passou. Não passe a vida inteira pensando que a felicidade só acontecerá quando... é agora que as coisas acontecem, e se você tem seguido os ditames de sua consciência está de fato consolidando a cada dia sua felicidade.

Trace suas metas e faça sua lista de melhorias, mas não deixe de comemorar o ano que passou, pois somente quando reconhecemos o que temos de bom, valorizaremos cada passo dado nesse maravilhoso caminho que é a nossa vida.

Appreciate – em inglês, além de significar apreciar - parecendo-se muito com o som no português - é mais comumente usado para: ficar grato por, estar agradecido, sentir gratidão. E apreciar é de fato uma arte alcançada somente pelos agradecidos.

Os guide fones dos museus são uma excelente invenção pois, além de transmitirem valiosas informações que contextualizam as obras e nos jogam para dentro da vida do autor e daquilo que estamos contemplando, também evitam que ouçamos os estúpidos comentários que pessoas mais rudes costumam fazer. Quando estou sem meus guias eletrônicos, me deparo com visitantes que passam o tempo todo analisando as obras e discutindo com seus parceiros “isso eu faria.” O que eles não sabem é que tal atitude lhes rouba a experiência da meditação - ao invés de apreciar, ridicularizam e ao invés de agradecer, desdenham.

No momento em que estamos na frente de uma obra de arte o que melhor podemos fazer é justamente não racionalizar, mas tentar nos aproximarmos daquilo que o artista intencionou no momento da criação. Algumas delas são aparentemente simples, mas belíssimas, como os quadros completamente azuis de Yves Klein, outras muito elaboradas e caríssimas como a instalação da artista Pipilotti Rist que ficará no MoMA até 2 d e fevereiro.

É difícil descrever como algo pode ser tão cuidadosamente produzido. Fica aparente que a artista pensou e se preocupou com uma quantidade quase infinita de detalhes que vão desde a cor dos traveseiros até quantas minhocas aparecem no filme, e cumpriu seu propósito de estimular todos os nossos sentidos através de imagens. Nesse vídeo, ela começa dizendo que o seu objetivo ao montar uma instalação - e não somente produzir um filme - é trazer os espectadores para dentro de um local onde somente se tem a arte. Conseqëntemente, não há como não se envolver com ela. Para amplificar esse envolvimento, ela criou o ambiente ideal à contemplação, onde centenas de pessoas se deitam num imenso sofá verde e se apóiam em travesseiros rosas . Compara sua instalação ao efeito multiplicador que a fé possui quando a oração é feita dentro de uma igreja. A combinação de tudo nos conduz a estados de consciência maravilhosos.

Onde ninguém ousará dizer “isso eu faria”.


Um comportamento do povo americano que num primeiro momento nos causa estranheza é vê-los gastando dinheiro sem culpa. Nós latino-americanos colonizados por países católicos, aprendemos desde muito cedo, que o dinheiro é sujo e também a origem de todo mal. Crenças que nos induzem a pensar que se começamos a prosperar, algo de errado estamos fazendo, nos boicotamos e travamos nosso sucesso.

Acredito que esse comportamento americano esteja passando por uma revisão, pois a tendência a gastar aliada a facilidade ao crédito os fez passar um pouco da conta. No entanto, como a raiz da geração de riqueza por aqui, não é algo esgotável, como foram as explorações que os europeus fizeram em séculos passados, ela manterá os Estados Unidos prósperos.

Eles gastam sem culpa porque sabem que fizeram o dinheiro - make money – a partir de idéias e conseqüentemente da melhoria da vida de outras pessoas, sendo assim, ele não pode ser sujo e muito menos a origem de todo o mal.

O texto abaixo é um trecho do livro Quem é John Galt? chamado Discurso do dinheiro. É um pouco longo, para um texto de blog, mas recomendo sua leitura por tratar-se de uma reflexão muito profunda sobre as distorções produzidas na nossa relação com o dinheiro.



Eu resisti até o último instante, mas tenho que me render... Pensei que jamais escreveria estas palavras na série New York Impressions – não deu. E já que é para dizer que seja gritado.


ESTOU MORRENDO DE SAUDADES DO BRASIL.


A experiência está sendo maravilhosa, e colho aprendizado a cada instante que passo por aqui, mas não tem jeito, nós brasileiros temos qualquer coisa que nem o pai do Chico, nosso honrado Sergio Buarque de Holanda, que escreveu um dos mais profundos estudos sobre o comportamento brasileiros, consegue explicar.

De joelhos, em completa rendição, para não ficar sozinho, vou usar algumas muletas para me apoiar.

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