
Essa semana tivemos por aqui a comemoração do Thanksgiving, um dia para se agradecer a tudo que temos. A data começou a ser celebrada em 8 de setembro de 1565, quando um grande almoço foi realizado de maneira colaborativa em Santo Augustino, Florida, entre os exploradores ingleses e os nativos da América. Mesmo sabendo de todas as barbáries cometidas a posteriori, o fato de ter se preservado um dia para consciência da gratidão foi bastante feliz.
Afinal, a gratidão é um dos mais nobres sentimento humanos e é tão pouco praticada com sinceridade. Agradecemos o tempo todo por educação, mas raramente com o coração. Este tipo de agradecimento só acontece quando estamos plenos, satisfeitos e conscientes do valor das coisas. Só agradece sinceramente quem sente, quem vive e quem percebe com profundidade. É preocupante o quanto reclamamos da vida e quão pouco a valorizamos. Agradecer é abrir espaço para receber mais e mais.
Se eu recebo um presente e reclamo, é natural que quem me deu evite me presentear novamente, mas se eu agradeço com vivacidade a tendência é que eu receba outro. E esse mesmo processo acontece na nossa vida, se agradecemos aos acontecimentos, aos amigos que temos, a boa relação familiar, ao sucesso no trabalho, abrimos espaço para continuamente melhorarmos.
Neste último parágrafo quero deixar meu muito obrigado a cada leitor que passa por aqui, se não fosse por você este blog não cresceria como vem acontecendo a cada dia. Peço que valorize mais a vida - este magnífico presente que recebemos quando nascemos e também tudo o que o acompanha.
Você está em: Home » Arquivos de Novembro 2008
Eu e Pollock temos um caso de amor e muitas coisas em comum. Porém a mais forte delas é que gostamos de intensidade e profundidade. Queremos sempre mais, mergulhamos no que fazemos porque desejamos ser, ter e estar tudo ao mesmo tempo.
Começou na primeira vez que visitei o MoMA e passei algumas horas na sala que contém suas pinturas. Num dos dias, levei meu laptop para o museu e depois de ficar um tempo me inspirando em suas gravuras, fui ao café e escrevi um dos melhores textos que tenho e que será a conclusão do meu livro.
Foi tão bom revê-lo, e a experiência contemplativa não diminuiu apesar de estarmos há um longo inverno separados. Nesse meio tempo eu vi seu filme, que na minha opinião, ficou bem aquém de sua obra. A película não explorou o que Pollock tem de mais significante: esse mergulho na obra, e essa fusão com ela. O que tão claramente sentimos quando estamos na frente de seus quadros.
Como numa relação as duas pessoas tem que poder falar, vou deixá-lo com a palavra:
“Minha pintura não vem do cavalete, prefiro clarear a tela solta no solo ou na parede. No solo me sinto mais próximo, mais integro com o quadro já que posso caminhar ao seu redor, trabalhar desde os quatro cantos e literalmente estar dentro da pintura. Prefiro usar paus, paletas e tinta líquida que goteje. Quando estou pintando não estou consciente do que faço, é somente quando perco contato com o quadro que o resultado é um desastre, de outro modo é harmonia pura, um sensível dar e receber.” Jackson Pollock em meados da década de 40.
Apesar de minha inclinação Republicana, tenho que admitir que o que aconteceu nesta terça-feira, 4/11, foi uma das demonstrações mais bonitas do que a democracia é capaz de fazer. A alegria de todos por aqui era contagiante e muita gente chorou ao ver Obama começar seu discurso dizendo: “Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta."
Me senti privilegiado de acompanhar a apuração bem de perto, neste dia tão importante na História da humanidade, no qual o preconceito foi vencido e a vontade de se fazer um mundo melhor deu mais um passo.
Tomara que o que os americanos esperam dele seja cumprido, quem sabe teremos um mundo com mais oportunidade para todos.
Essa semana meu professor de inglês perguntou: O que os brasileiros mais gostam? Meus colegas espanhóis, alemães e franceses se anteciparam para responder samba, soccer. Esperei a palavra voltar para mim e disse - to be the winners.
Hoje acordei cedo, para ver a Maratona de NYC, era um dia especial para mim e sentia que algo de bom me esperava. Parei a uns 8 km da chegada e aguardeiei por mais de uma hora para que se concretizasse o que já pressentira.
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