Incomoda a atitude do cinema brasileiro de usar o dinheiro público através de leis de incentivo como a Rouanet e a do Audiovisual para produzir películas que exportam uma imagem perniciosa do nosso país. Só fazemos dois tipos de filmes: comédias idiotas com atores globais - que para nossa sorte (ou azar de quem vê) não saem daqui e de violência explícita, de preferência com bastante favela para reforçar o estereótipo.
Será que nada mais interessante acontece no nosso amado Brasil?
Será que os excelentes economistas do Rio de Janeiro não estão fazendo trabalhos importantes? E os jovens empresários de São Paulo? Ou os artistas da Bahia? E os escritores gaúchos? Ou mesmo os poucos, mas bons políticos de Brasília? Ou, e, ou, e ou... Vejo tanta coisa acontecendo, que não há como não me revoltar.
No entanto, o que o cinema brasileiro faz para denegrir nossa imagem não se compara ao que
Hollywood fez para destruir o conceito do negro americano. Na primeira vez que vim para Nova York, lembro de que quando via um grupo de negros juntos, chegava a ouvir o rap dos filmes de gangues e meu coração batia mais forte de medo, tinha miragem de suas armas e de suas atitudes violentas.
A convivência por aqui mostra uma realidade completamente diferente. A cidade é muito segura, mesmo nos bairros ditos como perigosos pelos filmes pode se caminhar tranquilamente. Na verdade, os negros são a alegria desta cidade. Estão o tempo todo a sorrir e dançar, são atenciosos, amigos e muito receptivos. Eu nunca vi diferença entre cores, mas agora sinto que se há alguma discrepância ela está na bondade e na alegria. Mesmo com os WASP fazendo de tudo para excluí-los eles se tornaram mais fortes e vitoriosos e em alguns dias, provavelmente, terão um representante no posto mais alto da Casa Branca.
Você está em: Home » Arquivos de Outubro 2008
Todos os dias eu me fico me perguntando:
Quanto tempo ela durará?
Que hábitos teremos que mudar?
Será tão drástica quanto a de 29?
O que temos a aprender com ela?
São apenas questionamentos, pois ninguém nem mesmo sabe se sequer haverá crise. A parte ruim de pensar em assuntos tão amplos é que por mais que você saiba o que está acontecendo você consegue interferir muito pouco no problema.
Mas quem muito pensa e muito quer acaba podendo influenciar bastante. Tal como o atual presidente do FED, Ben Bernanke que é o maior especialista da crise de 29 tendo escrito 10 livros sobre o tema e tem agora a faca e o queijo na mão para colocar em prática tudo que pensou.
A primeira vez que vim à Nova York, minha viagem anterior havia sido para Paris. Na cidade luz você não para de se impressionar. Para onde quer que você olhe, vê um cartão postal - é um lugar que clama por contemplação. Eu lembro de observar a tudo a minha volta e pensar “Não é possível que eles fizeram isso! Como?”
Quando cheguei a Nova York, esperava ter a mesma reação, mas ela não vinha e eu não entendia porque. Afinal esta cidade é também impressionante, mas aquela sensação mágica que temos quando nos deparamos com algo magnífico não aparecera. Eu voltei daqui, achando Nova York simplesmente Ok.
Somente agora, me sentindo quase um morador, é que consegui entendê-la. Nova York é um lugar para se contemplar com ação, é um local no qual você aprecia e caminha, se impressiona mas ao mesmo tempo age, tal como a Arte Contemporânea, que se demora um pouco mais para gostar, mas depois de entender que o que ela pede é interação, passamos a amá-la. Nova York não é uma cidade pré-determinada, é você que tem que fazê-la.
Se Richard Wagner estivesse vivo ele seguramente moraria aqui. Nova York é como suas óperas - intensa, megalomaníaca, detalhista e acima de tudo grandiosa. O autor da Cavalgada das Valquírias seria um apaixonado pela Time Square e certamente produziria inúmeros musicais por lá. Por falar em Times Square, o famoso TKTS, que passou uns anos funcionado num Hotel na 49th street, está de volta ao centro da praça. Agora os bilhetes com desconto para os espetáculos da Broadway são vendidos abaixo de uma linda e - não poderia ser diferente ali - iluminada arquibancada onde os impressionados turistas se sentam para deslumbrarem-se com as milhares de cores e movimento do local.

Mas que fermento é esse que fez a riqueza do mundo se multiplicar 24 vezes em 40 anos?
Minha Lista de Blogs
-
-
Boas Maneiras, para quê? (Capítulo do meu livro Método de Boas Maneiras) - Compartilhe e discuta com os amigos este capítulo do nosso livro Método de Boas Maneiras. Se apreciar, procure-o nas livrarias e indique-o a quem gostar d...4 horas atrás
-
The Parsifal ban broken - The first public staged performance of Parsifal outside Bayreuth took place, famously and scandalously, at the Met on Christmas Eve, 1903. Here are some glim...13 horas atrás
-
Lavoura Arcaica, Raduan Nassar - …e se acaso distraído eu perguntasse “para onde estamos indo?” – não importava que eu, erguendo os olhos, alcançasse paisagens muito novas, quem sabe menos...2 dias atrás
-
Mudanças no blog - Autor(André Barcinski) - Amigos, Depois de muitos pedidos, o prestativo pessoal da Folha.com mudou a plataforma de publicação de todos os blogs. A nova plataforma é bem mais fác...4 dias atrás
-
Dica de Filme: Anonymous - Vi a dica desse filme no Manhattan Connection e fiquei louca pra ver! Assisti esses dias e realmente é sensacional. A história explora a antiga e consistent...2 semanas atrás
-
Vai ter novidade por aqui! - Em breve, o *Para viver bem* terá nova cara, proposta e voltará a fazer parte do seu dia-a-dia com mais qualidade de vida. Um abraço do Caio!3 meses atrás

