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Quando escrevi este texto, eu pensava que para se fazer o trabalho completo na vida pública era necessária a participação de duas pessoas. Ao conhecer Ronaldo Koloszuk, me deparei com alguém que consegue fazer o trabalho do político e o do administrador, por isso meu voto é dele.



O Político e o Administrador

Duas das principais razões que fazem a administração pública não funcionar tão bem quanto a privada são:

1. O fato de que o propósito de um Estado o direciona para a acomodação e o de uma empresa obriga-a aprimorar-se para sobreviver;

2. A diferença comportamental existente entre aquele que gere um negócio e a pessoa que se dedica à vida pública.

A razão de existir de uma empresa é gerar resultado, servindo seus clientes para que se sintam satisfeitos pelo que receberam. O propósito de um Estado é prover saúde, educação e segurança à sua população.

No caso das empresas podemos escolher de qual desejamos consumir. Isso gera um movimento de competição saudável entre as companhias fazendo com que se aprimorem constantemente. O estado aparentemente não tem concorrente. Todos os que habitam a sua terra são obrigados a pagar imposto, mesmo que estejam insatisfeitos com os serviços oferecidos. A instituição que já possui seu resultado garantido acaba por se acomodar e se degradar com o passar do tempo.

O segundo problema que o estado enfrenta é o tipo de comportamento que aqueles que vencem uma eleição costumam ter. Comportamento este que difere muito do bom gestor. O político preocupa-se quase que unicamente com a sua boa imagem perante as pessoas. Tratar todos bem independentemente do resultado que estão gerando é a sua forma natural de agir. Já o empresário tem como foco a qualidade de sua instituição. Para ele, se um de seus funcionários não está desempenhando um bom papel será excluído. Dentro da vida pública isso acaba não acontecendo, pois os políticos querem agradar a todos e pouco se importam com o resultado. Dificilmente o político demite alguém importante ou que o tenha ajudado em sua campanha, por pior que seja o seu trabalho. Com essas atitudes, eles acabam tendo ao seu lado pessoas que também não se importam com desempenho e afastam os bons administradores.

A conseqüência desses dois fatores é observada na qualidade de nossa saúde, educação e segurança pública.

Para resolvermos estes problemas é necessário que o estado tenha a humildade de reconhecer que não consegue possibilitar à sociedade bons serviços e vá gradativamente privatizando tudo o que for possível reduzindo conseqüentemente o seu trabalho e tamanho. Um estado pequeno e forte possibilitará à iniciativa privada um ambiente de crescimento e prosperidade. Um bom exemplo de que o governo não é capaz de gerar desenvolvimento é a capital brasileira. Brasília tem um potencial econômico enorme devido à grande quantidade de dinheiro que circula por lá. Entretanto ao passearmos pela cidade vemos que ela ainda se parece muito com o projeto de Juscelino Kubitschek. Se desconsiderarmos os trabalhos que são motivados pelo poder público muito pouco se gerou de empregos fora disso ao longo desses anos.

Para melhorarmos o segundo ponto os políticos também terão que reconhecer sua fraqueza. Aquele que não possui capacidade administrativa deve ter ao seu lado um bom gestor e deve respeitar suas diretrizes no sentido de priorizar os itens mais importantes para uma boa administração pública. A gestão se faz importante em todas as áreas da nossa vida. Cortar gastos e pessoas ineficientes poderá prejudicar sua imagem, mas são imprescindíveis para resultados positivos.

Ao estado caberá proporcionar um ambiente onde as pessoas possam se desenvolver e serem felizes. Aos políticos compete o contato com a população para poderem passar aos seus aliados gestores o que a população mais precisa naquele momento.

Já expusemos diversas vezes no blog (http://www.assimfaloudenardi.com/2007/07/filosofia-contradio-seja-bem-vinda.html e http://www.assimfaloudenardi.com/2007/03/vingana-de-cndido.html), a importância da transcendência dos conceitos de certo e errado, bem e mal, puro e impuro para a nossa evolução pessoal. A própria Bíblia expõe isso no Gênesis capítulo II, versículos 16 e 17 atribuindo a Deus as seguintes palavras: “De toda Arvore do Jardim comerás. Mas da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não Comerás.” Essa ciência do bem e do mal é justamente o julgamento, que tanto prejudica nossa tolerância e nosso crescimento.

Quando pensamos em julgamento, sempre nos vem à cabeça uma interpretação limitada que leva em conta apenas a parte racional deste conceito. As próprias leis humanas foram elaboradas com fundamentos intelectuais, “se você cometer esta imprudência terá como conseqüência aquela punição.” O julgamento racional feito o tempo todo por nós é bastante aparente e facilmente percebido, mas como já foi demonstrado ele é sempre parcial, levando em conta apenas uma das partes num curto período de tempo. Se desejarmos expandir nossa consciência, temos a necessidade de transcendê-lo, afinal foi justamente o conceito de bem e mal que expulsou o homem do paraíso onde ele vivia com plenitude e podia tudo o que queria.

Muito embora não seja notada, esta mesma parcialidade, que prejudica a evolução do homem, está presente no nível emocional. As relações humanas são baseadas em parcialidades, “eu só gosto de quem gosta de mim.” Isso faz com que nosso emocional adote uma postura egoísta, na qual sempre esperará o afago para depois retribuir. Fechamos-nos num circuito de toma lá da cá não deixando que sentimentos superiores surjam espontaneamente, pois estamos sempre à espera de uma iniciativa vinda de outra pessoa. Assim, reprimimos estas sensações até que elas se atrofiem e nunca mais apareçam.

Mas como sentimentos maiores serão despertados se dependemos de outras pessoas que também tem o condicionamento de só dar quando recebem?
Uma atitude emocional egoísta limita o alcance de emoções superiores como o amor, a compaixão, o carinho e outras, deixando-as aparecer somente quando forem despertadas pelas pessoas com quem convivemos. Se estas não apresentarem este tipo de emoções para conosco, elas jamais brotarão. Como diz a música dos Beatles The end, que traduz o tipo de atitude emocional da maior parte dos seres humanos “And in the end/The love you take, is equal to/The love you make” ("E no fim/O amor que você recebe, é igual ao/Amor que você faz"). Que infelicidade deixar nas mãos ou no coração de outra pessoa o limiar de emoção que podemos atingir.

Se conseguíssemos viver essas emoções sem esperar correspondência, elas só cresceriam dentro de nós, assim como crescem os músculos que são mais exercitados. E já que estamos em uma onda musical, pois a música tanto mexe com nossas emoções, melhor seguirmos os passos de um dos maiores cantores brasileiros, Djavan em Cordilheira quando ele expõe:
“Te quero. Mesmo pra te dar sem ter retorno.”

Quando menos vincularmos nossas manifestações emocionais ao recebimento de outras pessoas ou a situações cotidianas, mais estaremos livres para viver tudo o que de melhor o mundo possui. A expressão mais constante de emoções superiores representa uma consciência mais expandida, isto porque, demonstramos tolerância, sabendo que nem todos têm que sentir igualmente, manifestaremos este tipo de sentimentos mesmo sabendo que eles podem não retornar. Isso não é estupidez, mas desenvolvimento de maturidade emocional e um saudável exercício para a ampliação do que melhor podemos sentir. Seremos com isso mais generosos com as pessoas e principalmente conosco mesmo, no fundo quem mais sai ganhando é aquele que dá sem esperar retorno. Agora parafraseando os Beatles numa diferente visão, de um emocional emancipado pode mos dizer “E no fim/O amor que você recebe (DE VOCÊ MESMO), é igual ao/Amor que você faz (NO MUNDO).”

Eu tô quase de malas prontas, vou passar uma temporada em Nova York, mas não sei porque, me deu muita saudade de Paris, talvez porque minha mãe esteja por lá agora, talvez porque eu tenha decidido correr a maratona naquela cidade em abril do ano que vem... o fato é que senti tanta saudade que fui até ler na wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris

Me deu uma loucura tão grande que pela primeira vez, estou escrevendo direto no blog. Eu leio blogs por aí e todo mundo escreve livremente, sem muito se importar com o leitor, mas o do Daniel não, esse tem que ser certinho, tem que passar por revisões, tem que ter mil citações, ter que ser coerente. Enchi... Me revoltei ... hahhaah. Talvez tenha sido a liberdade francesa que me deixou assim. Tô com tanta vontade de voltar para lá que estou quase mudando meus planos, mas não dá. E sinceramente não posso reclamar, não será nada mal passar três meses no Soho.
Obrigado por ler esse desabafo, escrito sem sono `as 2 da manhã.

Quando você sobe no Arco do Triunfo dá quase para entender a xenofobia.



Não há espectador que não tenha ficado deslumbrado com a organização e a beleza de tudo o que foi apresentado nos Jogos Olímpicos de Beijin 2008. Desde a surpreendente abertura até às belíssimas instalações, com destaque especial para o cubo d'agua onde foram disputadas as provas de natação. Também temos acompanhado o desenvolvimento deste grande país, que após ter despertado para o capitalismo vem crescendo mais de 10% ao ano, deixando para trás grandes potência como França, Japão e até mesmo a Alemanha. A China é hoje a segunda maior economia do mundo. No entanto, a questão que fica é:

E se a ditadura Chinesa acabar e logo em seguida seus políticos, dependendo de apreço popular (coisa que atualmente não importa muito por lá), resolverem fazer uma reforma constitucional?






















Para se ter uma idéia do que aconteceria, basta retroceder um pouco no tempo e se deslocar para o nosso país. Pois o que a China vive nos dias de hoje, o Brasil viveu na década de 70, quando a ditadura fazia o nosso PIB crescer mais de 10% ao ano. Não obstante, ao final deste período, com o movimento de Diretas Já, nossos então temerosos políticos, decidiram fazer uma nova constituição em 1988. E foi justamente essa reforma que anulou o crescimento brasileiro.

Apesar de ser venerada, a Constituição de 88 foi um dos maiores erros estratégicos que nosso país já cometeu. A começar pela época, que não era a mais apropriada, visto que ainda estávamos traumatizados pelos duros vinte anos (1964-1985) sem liberdade de expressão. Então os legisladores tentaram compensar a repressão sofrida com leis caridosas. O que se sucedeu foi uma constituição para agradar, mas não para funcionar.

Para agravar a situação, todos os deputados e senadores que fizeram parte deste processo, quiseram deixar sua marca com pelo menos um artigo escrito. Produziram 245 deles numa das constituições mais extensas e menos exercidas do mundo. As promessas para suprir as carências sociais foram tão exageradas que o Estado multiplicou seus gastos e mesmo assim não conseguiu prover nenhum dos serviços previstos com qualidade. O custo de previdência, educação, saúde, segurança e lazer públicos se tornaram tão exorbitantes que produziram uma mega inflação, que no final do governo Sarney (1985-1990) alcançou a marca de 84,32% ao mês. E só foi detida pela equipe de FHC, então ministro da fazenda, do Governo Itamar em 1994.

Entretanto, quando havia inflação, o governo recebia os impostos no começo do mês e pagava suas contas somente 30 dias depois. Essa operação gerava um spread que permitia que a carga tributária, apesar do alto custo governamental, não ultrapassasse 20% do PIB, o que já é um absurdo. Mas com o final da inflação, esse ganho acabou e os impostos dispararam para mais de 37% tirando a competitividade da nossa indústria e dos nossos serviços. Com isto, nos fechamos no mercado interno e não captamos divisas, a não ser por meio das comodities.

Já lá vão 20 anos desta reforma constitucional, que tirou a competitividade do nosso país e que nos deixou atrás do expressivo crescimento econômico que os países emergentes experimentaram no início do século XXI. Para voltarmos a ser um país competitivo a solução certamente não é a ditadura, pois assim que as revoltas do povo chinês começarem a ficar mais fortes, reformas também terão que ser feitas por lá. Afinal, crescimento com repressão não se sustenta.

No entanto, a vizinha chinesa Coréia do Sul, conseguiu crescimento expressivo de forma democrática. Para isso, seus políticos não prometeram ao povo o que sabiam que não cumpririam, ao contrário disto, acreditaram na capacidade dos coreanos em gerar riquezas, investiram em educação e deram toda a base para aumentar a competitividade desse tigre asiático. Seus líderes incentivaram o empreendedorismo, investiram em alta tecnologia e transformaram aquele pequeno país em uma grande potência.

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