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pessoas notáveis que todos conhecem cujo reflexo de suas obras interfere positivamente em nossas vidas. É o caso de Thomas Edison, Gandhi, Graham Bell e muitos outros cientistas, escritores, políticos e artistas. Entretantotambém aqueles que produziram grande interferência na História, mas que nem sequer sabemos seus nomes. Por sorte, vivemos na época do cinema e os filmes nos fazem conhecer tais personagens. Trataremos a seguir de três casos de ilustres desconhecidos e seus respectivos filmes:

Steve Wozniak

O filme que mostra a importância de seu trabalho para o mundo chama-se Os Piratas do Vale do Silício. Mal feito, com uma péssima direção, mas com uma estória bastante relevante, retrata o surgimento da Microsoft e da Apple, esta, fundada por Woz, como é carinhosamente chamado pelos Macmaníacos, junto com Steve Jobs. Em 1976, Steve construiu e projetou o computador que revolucionou a história da informática, o Apple I, considerado o primeiro computador pessoal a ser vendido totalmente montado, e logo em seguida, criou também o Apple II. Apesar de desconhecido, Woz era o gênio técnico que, ao lado de Jobs, formou a perfeita dupla de sucesso do início da Era digital. Milionário, nos anos 80, Steve Wozniak abandonou a empresa para trabalhar como professor em uma escola primária. Sua genialidade deu portabilidade aos até então gigantes e complicados computadores aproximando-os das pessoas comuns. Se não fosse por ele, talvez hoje não estivéssemos plugados o tempo todo à rede e levando nossos laptops para onde bem entendemos. E o que seria do mundo sem os PCs?


Vassili Zaitsev

Conforme mostra a película - uma das minhas favoritas - Círculo de Fogo, a Segunda Guerra Mundial estava num momento decisivo. Os Nazistas avançavam em direção a Moscou determinados a dominar toda a Rússia. Naquele momento, venciam uma decisiva batalha em Stalingrado. Seus inimigos russos estavam abatidos e não viam muita saída a não ser renderem-se aos alemães. Mas em 1942, o general Vassili Chuikov descobre um soldado de mira admirável, Vassili Zaitsev. Por ser um excelente atirador e ter dado muitas baixas no exército nazista, o inteligente general começa a usá-lo como garoto propaganda em uma campanha para aumentar a auto-estima dos seus soldados. O plano funciona, Vassili se torna um herói nacional e é promovido a atirador de elite executando somente naquela batalha 225 inimigos e mais de 450 até o final da Guerra. Sua atuação foi fundamental para a vitória dos aliados, pois ao ganharem confiança, conseguiram reagir e expulsar os Alemães de suas terras. Foi depois da derrota em Stalingrado que os Nazistas começaram a recuar até perderem a Guerra em 1945. Talvez se não fosse por esse exímio atirador e sua incrível capacidade de foco, hoje viveríamos sob um regime totalitarista com ideais nazistas. Preferimos nem pensar nesta hipótese, no entanto, muitas vezes uma única pessoa pode fazer toda a diferença.


Ana Bolena

Retratada no filme que acaba de estrear nos cinemas A Outra, Ana Bolena é interpretada pela talentosa Natalie Portman tendo ao seu lado como sua irmã - Maria Bolena - a maravilhosa Scarlett Johansson. Na estória filmada, Ana é retratada como a vilã da trama. Embora essa personagem não tivesse muito apreço popular na época em que viveu (1500 – 1536), as mudanças que ela catalisou foram essenciais para a prosperidade da Inglaterra até os dias de hoje. Para que o Rei Henrique VIII pudesse casar-se com a moça, ela forçou-o a se divorciaralgo impensável para a época – da até então Rainha Catarina e romper com a Igreja Católica. Este episódio trouxe imensos benefícios não apenas à Inglaterra, mas a todo o mundo. Foi a ruptura com alguns ideais cristãos: “E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”, Mateus, 19:24, que gerou um fecundo ambiente para a prosperidade do capitalismo. Max Weber, sociólogo alemão, em seu tratado A ética protestante e o espírito do capitalismo, diz "Por forma a que uma forma de vida bem adaptada às peculiaridades do capitalismo possa predominar sobre outras (formas de organização), ela tinha de ter origem em algum lugar, e não pela ação de indivíduos isolados, mas como uma forma de vida comum aos grupos de homens". Não bastava existir empreendedores de sucesso gerando suas riquezas isoladamente para que esse sistema prosperasse.

O capitalismo tornou o mundo mais rico, menos oligárquico e mais meritocrático. Para que esse sistema desse certo foi necessário um ambiente onde as pessoas acreditavam que o trabalho duro era a porta para o sucesso. Os protestantes crêem que obter sucesso nos negócios é receber uma parte do prêmio celestial.

As idéias capitalistas se propagaram pela Inglaterra e Alemanha - berço de Martin Lutero, um dos criadores dessa corrente - e posteriormente, para todos os países colonizados por eles.

A protagonista de tais mudanças deu à luz a mais importante Rainha da Inglaterra, Elizabeth.


A inflação é gerada quando temos um crescimento de demanda que supera a oferta.

Demanda > oferta = inflação

O governo atual, ao detectar os primeiros sinais desse movimento econômico, toma uma providência imediata: aumenta os juros da taxa SELIC. Com isso, o preço do crédito sobe, a demanda cai e a economia se estabiliza.

No entanto, se você tem uma empresa na qual um único cliente compra 40% do que você produz, e cada mês que passa, continua ampliando suas compras, é natural que você aumente seus preços. Afinal, se ele continua dilatando sua conta, você irá acreditar que é o seu preço deve estar baixo. E é assim que o governo age. Seu gasto, que representa 40% do PIB, é o principal gerador de inflação e não pára de crescer. Se ele simplesmente consumisse menos, imediatamente teríamos redução de inflação

Mas vejamos na equação, como ele controla esse mal.

+ juros = - demanda = - inflação

Paulo Guedes, famoso economista citado no artigo www.assimfaloudenardi.com/2008/04/poltica-o-peso-real-de-paulo-guedes.html, compara a atitude de aumentar os juros para conter a inflação a uma cirurgia feita a machadadas. Dá-se uma punhalada bem mais forte do que o necessário e resolve-se o problema aparente, deixando muitas seqüelas. No caso, trava-se o crescimento da economia.

Toda vez que o governo eleva os juros para conter o acesso ao crédito, ele mesmo aumenta a sua própria despesa, pois muitos dos seus empréstimos também são indexados à taxa SELIC. Para cobrir o crescimento de seus gastos, aumenta os impostos dificultando a produção.

Como em uma conta matemática, podemos alterar os fatores para chegar ao mesmo produto. Se a inflação ocorre quando a demanda é maior que a oferta, outra opção seria aumentar a oferta para chegar ao mesmo resultado. Para fazer a conta ao contrário o governo teria que agir de forma inversa. Poderíamos obter crescimento de oferta de quatros maneiras:

1. Começando por reduzir seus gastos, ao invés de aumentar os impostos, teríamos que baixá-los, possibilitando às companhias mais lucros e mais produção.

- gastos governamentais = - impostos = + oferta

2. Ao invés de aumentar os juros, reduziríamos.

- juros = + crédito = + oferta

3. Juros baixos facilitam a compra de maquinário e crédito para as empresas alavancarem suas operações.

- juros = + maquinário = + oferta

4. Outra ação importante seria facilitar a contratação e demissão de funcionários para que as empresas pudessem ampliar seus recursos humanos e conseqüentemente produtividade.

- burocracia = + empregos = + produtividade = + oferta

Ganhando-se em pelo menos quatro vezes a capacidade de gerar oferta, chegaríamos à mesma redução de inflação, sem gerar prejuízo às empresas e aos consumidores.

Então acorda Lula, a conta se faz ao contrário!

Oferta > demanda = - inflação

Numa semana repleta de eventos relevantes na cidade de São Paulo, ontem foi o dia de colher um pouco do conhecimento do grande físico quântico Amit Gô Swami. Para quem não conhece, este indiano ficou mundialmente famoso ao expor seus ensinamentos no filme What the bleep do we know?, que no Brasil saiu com o infeliz nome de Quem Somos Nós?

Em suas experiências de laboratório, Amit tenta deixar cada vez mais evidente, algo que a antiga filosofia naturalista de seu país chamada Sámkhya havia descoberto por empirismopelo menos 5000 anos, que a consciência, ou Púrusha na nomenclatura filosófica, é o que está por trás de toda a manifestação. Esta consciência pode até parecer intangível, mas inegavelmente está o tempo todo presente em nós. Pois como diz a escritora francesa Madame de Stael, “A voz da consciência é tão delicada que é fácil ignorá-la. Mas também é tão clara que se torna impossível iludi-la”. Na visão Sámkhya, além de participar da manifestação da realidade, ela é o nosso verdadeiro EU.

Em seu livro O Universo Auto Consciente, Amit expõe diversas experiências científicas que conseguem provar esta teoria. Inclusive esse trabalho inspirou o artigo
http://www.assimfaloudenardi.com/2008/05/filosofia-de-uma-cincia-materialista.html e que iluminará muitos outros.

Fico satisfeito de ver que a ciência começou a acordar, inserindo-se cada vez mais em profundas questões existenciais que, não por acaso, sempre demandaram muita atenção do Homem. Ela será sempre bem vinda se conseguir contribuir para a nossa felicidade.

Estive nesta segunda-feira, num debate promovido pela Ação Jovem do Mercado de Capitais - www.ajmc.com.br - para discutir quem é a melhor liderança americana para o nosso país. Logo de início chamou a atenção o fato dos dois partidos terem representantes no Brasil. Realmente, não é por acaso que os Estados Unidos são a maior economia do planeta. Eles estão o tempo todo a pensar no mundo, a agir globalmente, penetrando em todos os lugares que sejam interessantes à sua prosperidade.

Para quem não conhece muito bem a política dos Estados Unidos, ela é formada basicamente por dois partidos.

Os Democratas são chamados nos Estados Unidos de liberais, contrapondo-se aos conservadores, o que gera uma pequena confusão semântica, uma vez que sua política não é liberal e sim social-democrata, mais ou menos como o PSDB ou Democratas no Brasil. Adotam atitudes protecionistas com forte ligação com os sindicatos e têm como uma de suas bases a preocupação com o meio ambiente. São mais contidos em relação às guerras do que seus concorrentes.

Os Republicanos acreditam na geração riqueza a partir de mais benefícios dados às empresas e ao crescimento econômico. Trabalham pela abertura de mercado, embora pudessem fazer mais nessa área e acreditam piamente no equilíbrio fiscal, o que não foi aplicado por Busch.

O debate foi ótimo, ambos os representantes, apesar de estadunidenses, falavam português e expuseram com clareza suas propostas que reforçaram ainda mais minha idéia anterior: McCain é o melhor candidato para o desenvolvimento brasileiro.

O candidato Republicano alimenta um carinho especial pelo nosso país. Na década de 60, como marinheiro americano, ele aportou no Rio de Janeiro e conheceu uma brasileira, com quem namorou um bom tempo, fazendo-o voltar várias vezes para . McCain declarou que o Brasil é que deveria estar no lugar da Rússia no G8 e que lutará para que isto aconteça.

Embora Barack Obama seja um candidato que inspire confiança em todos os americanos, até mesmo nos Republicanos, ele não possui consistência administrativa e suas propostas declaradamente protecionistas irão dificultar ainda mais a entrada de produtos estrangeiros nos Estados Unidos. Obama é contra o etanol brasileiro e dará todos os subsídios para que o etanol feito a partir do milho americano seja produzido nos Estados Unidos, mesmo que tenha se comprovado que gasta-se mais energia na produção desse combustível do que ele consegue gerar posteriormente. o Republicano apóia o produto brasileiro e reduzirá as taxas para a sua entrada.

Em um discurso para representantes dos sindicatos, McCain foi questionado sobre o que faria para proteger os empregos dos americanos. Ele começou sua resposta de maneira tipicamente de política, mas de repente parou e surpreendendo a todos com sua sinceridade declarou “eu sou um trader e acredito no livre-comércio, não adianta eu ficar aqui tentando convencê-los. Eu não sou o candidato de vocês.” Essa sinceridade, jamais vista na política brasileira, poderia ser importada para .

Para o bem da Natureza, ambos os candidatos declararam que começarão a respeitar o Protocolo de Kyoto. Deixando ainda mais clara a diferença das propostas de McCain das de Busch. O atual candidato fez tantas críticas fervorosas ao Presidente que mesmo sendo um antigo senador Republicano foi convidado pelos Democratas a concorrer como vice-presidente na campanha contra Busch.

presenciamos em nosso país que a aparência de um bom político não significa que ele fará um bom governo. Que carisma exacerbado esconde milhares de mentiras e corrupção. E que entender de gestão é fundamental para a administração pública. É bonito apoiar Obama, é quase que politicamente correto, mas será que suas propostas e seu discurso, conhecido por nós, de mudança e esperança serão realmente colocados em prática? Pela experiência brasileira, acredito que não.

McCain está ali para fazer um novo governo, não repetir os erros do seu precedente e, como gosta muito do nosso país, acredito que ele seja a melhor opção para nós brasileiros e também para os yankees.

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