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Era certamente um dos dias mais felizes de sua vida, e dentro dele, Nelson vivia os momentos mais contentes daquelas 24 horas que sucediam o anúncio de sua vitória na candidatura a uma das disputadas cadeiras da câmara de vereadores de sua cidade. Aquela conquista foi alcançada mediante a um esforço descomunal que ele fizera diariamente durante pelo menos dois anos.

O mais jovem vereador eleito sempre teve uma visão da política um pouco diferente da que tinham seus conterrâneos. Embora ele não fosse criado em uma família de políticos, desde muito cedo, travou contato com pessoas da área. O pai de seu melhor amigo, Sr. Khalil, sempre exerceu cargos públicos, por saber que na política, poderia contribuir com muita gente e se realizar pessoalmente. Khalil não admitia deixar a administração pública nas mãos de pessoas que exerciam aqueles postos para financiar suas mordomias ou para fortalecer seus Partidos, visando à perpetuação no poder. Pensava que se alguém se elege candidato, não pode pensar em se beneficiar com isto enquanto estiver no mandato, está ali para trabalhar para seu país. Poderá posteriormente ganhar com a projeção que o meio público proporciona, mas enquanto está no cargo, exerce uma função puramente altruísta.

Embora o título deste artigo seja apropriado, poderíamos chamá-lo de modesto. A perda do governo no projeto de Lei que prorrogava a contribuição provisória por movimentação financeira (CPMF), não representou apenas uma, mas várias vitórias, que trarão mudanças positivas à nossa pátria.

Em primeiro lugar o próprio governo federal admite que nossa carga tributária é alta demais. No entanto, que ele não fez nada para mudar esse quadro, a sociedade cobrou, e os senadores realizaram algo imprescindível; a redução, embora ainda pequena, dos impostos.

Acompanhamos de perto o presidente Lula afirmar nos debates que ele havia construído os alicerces nos primeiros quatro anos e que neste segundo mandato faria as reformas necessárias ao nosso país. Entre elas, Lula prometeu, e até agora não cumpriu, melhorar a previdência, que representa 40% das despesas da União. Modificar leis trabalhistas, facilitando os acordos, para com isto, gerar mais empregos. E fazer prioritariamente a reforma tributária, reduzindo os impostos. No entanto, “nossopresidente não tocou em nenhuma dessas questões, pois para ele, agir nas coisas que precisam ser feitas, poderá atrapalhar, o que no seu ponto de vista é, a coisa mais importante do seu mandato, sua popularidade. Lula não está preocupado em fazer, mas manter uma boa imagem, mesmo que para isto seja necessário enrolar muito e não mudar nada.

A segunda vitória da sociedade brasileira, refere-se a melhoria dos gastos públicos. O principal motivo pelo qual o governo lutou tanto para aprovar essa prorrogação foi para usar essa gordura de arrecadação na contratação de mais de 20 mil funcionários. Agora não não poderão fazê-lo como ainda precisarão melhorar os gastos que tem.

Um fato que não acompanhei de perto e por isso, não consigo compreender, é como que Fernando Henrique aprovou a lei da responsabilidade fiscal, que hoje salva o Brasil da armadilha keynesianista, da gastança desmedida. Não consigo entender como que o PT, com convicção de que em algum momento tomaria o poder, e com sua sede por gastos, deixaram aprovar uma lei que limitasse os custos da máquina pública. Apesar de a regra existir, e nos salvar de um desastre no equilíbrio fiscal, o atual governo ainda gasta muito - em média aumentando os gastos públicos duas vezes mais que o crescimento do PIB, se o país faz seu produto interno bruto crescer 3%, o governo aumenta seus gastos em 6%. O pior é que esses gastos não são em investimentos na infra-estrutura, mas com contratações de profissionais desnecessários para máquina estatal. Não podemos deixar de citar uma colocação do Delubio Soares, ex-tesoureiro do PT, que declarou estar aliviado certa vez que o governo disse que aumentaria os salários dos funcionários públicos, pois isto ajustaria o déficit nas contas do partido. Como assim? Em que nação séria as contas do partido estão relacionadas às contas do país?

E a terceira vitória da nossa sociedade, que considero a mais importante, é a força que ganha o povo brasileiro com essa derrota do governo. Sentimos o gostinho da vitória, sentimos o prazer de ver que nossas ações interferem naquela aparente bolha impenetrável chamada Congresso Nacional. A sociedade se sente ouvida, se fortalece e começa uma linda caminhada em direção a um país mais democrático e com mais participação da população nas decisões públicas.

Mais um ano terminando e entramos na fase de reflexões e planejamentos para o próximo que logo se iniciará. Sobre a retrospectiva devemos aprender que no passado não podemos mexer, mas aprender com ele para não repetir no futuro aquilo que nos desagradou.

Sobre o futuro, esse sim é manipulável e se apresenta como uma argila pronta para ganhar a forma que desejamos. Alguns fatores não podemos modificar, por isso, trabalhemos com aquilo que está ao nosso alcance. Jamais conseguiremos fazer uma obra de chumbo se nossa matéria-prima é o barro, no entanto, coisas belíssimas podemos esculpir com o que temos.

Quando uma meta é escrita, cresce 60% a probabilidade de que ela se realize. Mas para ela se torne realidade, é necessário que escolhamos objetivos que somos apaixonados e para os quais trabalharemos com afinco. Gosto muito de uma provocação que Stephen Covey propõe a esse respeito quando nos questiona:

O que você poderia fazer (e não está fazendo no momento) que, se fosse feito de maneira constante, causaria uma grande diferença positiva em sua vida?

O segredo para o êxito está nessa difícil atitude chamada constância. O que faz com que as pessoas não consigam manter-se focadas em um objetivo até o alcançarem, é que acabam fazendo escolhas que não têm tanta relevância para elas. Nossos objetivos devem estar alinhados com aquilo que realmente é o mais importante para nós ou não teremos paixão e disciplina para nos comprometermos. Para manter a disciplina da constância é necessário:

Primeiro, determinar algo que é realmente relevante para você. Construir metas anuais que estejam alinhadas com a missão que você deseja realizar na vida. Com isto, a disciplina passará a ser muito mais uma questão de uma boa escolha, que condiga com aquilo que você valoriza, do que um constante sacrifício para se manter as ações. Será muito mais fácil agir com constância se você estiver buscando algo que ama.

O segundo ponto, tão importante quanto o primeiro, é saber que você precisará invariavelmente fazer coisas que não gosta para chegar onde deseja. Agir muitas vezes sem ter vontade, mas ciente que para se atingir um grande objetivo, precisamos constantemente de pequenas vitórias, que serão alicerçadas pela disciplina da repetição.

Unindo esse dois fatores, uma missão de vida bem definida com metas anuais relacionadas a ela e a ciência de que precisará lutar contra o estacionamento na zona de conforto, você estará apto a estabelecer suas metas para 2008. Poderão ajudá-lo a realizá-las as seguintes atitudes:

  1. Escolha no máximo 3 metas que sejam desafiadoras, mas alcançáveis;
  2. Deixe-as visíveis e revise-as constantemente, trazendo sempre a responsabilidade para você caso não esteja conseguindo atingi-las;
  3. Lembre-se de contemplar os diferentes papéis que você exerce na sociedade, de nada adianta ter apenas metas profissionais e se esquecer do seu corpo ou dos seus relacionamentos;
  4. Lute contra o desânimo, pois em algum momento ele aparecerá.

Se sentir dificuldade não desista nunca, pois a satisfação da realização de algo que muito queremos compensa qualquer esforço que tenha sido empregado para a conquista dos nossos objetivos. Por dificuldades todos passam, mas o sábio aprende com elas e não fica achando que elas acontecem com ele.

Desejo a você um 2008 de muitas vitórias e principalmente de realização pessoal.


Quando ele adentrou, decidido do que ia fazer, olhou para os lados e percebeu olhares de desprezo das pessoas que sentadas nas mesas pouco sentiam o sabor das ostras que engoliam e muito se importavam em julgar cada convidado que surgia no salão. Atitudes esnobes não interferiam tanto no seu emocional, pois eram comuns nos locais mais refinados que eventualmente freqüentava. No entanto, em alguns momentos fazia o pensar em desistir de seus projetos e voltar a viver tranquilamente em sua terra natal. Esse desapreço dos que se achavam no topo da cadeia alimentar, gerava uma sensação bia em nosso personagem, ao mesmo tempo o estimulava a querer realizar seus objetivos e provar que qualquer tipo de preconceito é uma grande ignorância, pois se nascemos seres humanos, tudo podemos nessa vida. Mas, também lhe fazia sentir-se um ser estranho naquele ninho, com vontade de sair. Entre lutar ou fugir, preferia sempre a primeira opção por saber o tamanho da transformação que poderia fazer em si mesmo e nos locais que vivia. Quanto mais lucidez adquiria com a vida mais aumentava sua responsabilidade perante todos

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