top-image

Somente depois que comecei a escrever regularmente meus artigos, passei a dar o real valor que um bom trabalho merece. Muitas vezes, quando vemos bons filmes ou lemos ótimos livros, temos a sensação que tudo aquilo surgiu de uma maneira natural, que brotou espontaneamente, assim como explode a pipoca que comemos enquanto assistimos a película. Agora imagine-se por exemplo, na pele do diretor de cinema Michael Bay, coordenando o set de filmagem de Pearl Harbor, onde aviões, porta-aviões e milhares de pessoas se movimentam descoordenadamente simulando o ataque japonês ao Havaí durante a II Guerra Mundial. Fazer e refazer aquelas cenas deve ter dado tanto trabalho que não foram poucas as vezes que ele deve ter pensado em desistir.


Depois, tente movimentar a caneta junto com a mão de Marcel Proust e escreva junto com ele alguma parte dos sete volumes de sua obra-prima, Em Busca do Tempo Perdido, pela exatidão dos detalhes ele deve ter rescrito cada página do livro dezenas de vezes, o que tomou milhares de horas da sua curta vida.

Devemos estar conscientes que todo o trabalho que nos agrada, se tornou realidade devido a um enorme esforço por parte de seus criadores. Por muitas e muitas vezes eles revisaram seus trabalhos, e em alguns momentos certamente pensaram em desistir, mas ao invés disso persistiram deixando para a posteridade suas formas de ver o mundo. Às vezes penso que alguns dos meus insights não caberão nas palavras, ou se couberem ninguém os compreenderá. São horas de luta, de trocas e de melhorias até que o filho ganhe vida e um novo texto ilustre este blog. A satisfação advinda de tal experiência recompensa o esforço empregado e é por isso que aqui estou, toda semana com um novo artigo.

Aos grandes escritores, artistas, e diretores de cinema meu muito obrigado, sem o esforço de vocês o mundo não teria graça.

Nosso grupo de jovens empresários esteve em Brasília para entregar aos senadores da República cerca de 1,3 milhões de assinaturas contra a renovação da CPMF. Foi emocionante adentrar a audiência pública e fazer pilhas de papel assinados na frente daqueles que se dizem representantes do povo. É evidente que ninguém agüenta mais imposto neste país, no entanto, o governo, que em sua campanha, afirmou que os reduziria, nunca distribui tantos cargos públicos aos aliados para que mais esse tributo seja aprovado.

Das tramóias dos políticos todos nós estamos cansados de saber. O que falta para melhorarmos a administração pública é o nosso jogo de cintura brasileiro ser colocado em prática nos corredores do congresso.

Quando vamos a Brasília, percebemos o quanto podemos interferir na vida pública e o tão pouco que fazemos. Falo no plural, incluindo todo e qualquer brasileiro. Para se ter uma idéia, qualquer pessoa consegue adentrar aos corredores do Senado, da Camara, participar de audiências públicas e pressionar olho-no-olho o parlamentar que quiser. Não obstante, nossa atitude é assistir na teve e depois reclamar daquilo que foi definido.

Por mais que essa ação não alcance o objetivo, que é o cancelamento desse injusto tributo, considero que nossa atitude foi vitoriosa. Com certeza, os senadores viram que a sociedade está atenta e começa a ficar atuante no nível que merece esse país. Ainda temos muito o que fazer, está na hora de sermos mais pró-ativos e aproveitar a democracia que ainda existe no nosso Brasil, pois esse sistema de governo é como um músculo, que se não for exercitado, atrofia-se até desaparecer.

Acredito que o empreendedorismos seja, ao mesmo tempo, a melhor maneira que temos de melhorar a nós mesmos e a sociendade onde vivemos. Quando alguém inicia uma empresa, terá que se defrontar com seus maiores defeitos e também com suas qualidades. Tudo o que de bom ou ruim o novato empresário possui, aparecerá claramente em seu negócio. A medida que ele vai se aprimorando como pessoa, e sua instituição cresce, aquilo em que ele acredita começará a influenciar a sociedade.
Por isso, apoio tanto no empreendedorismo. Nós do CJE-FIESP (Comitê de Jovens Empresários da FIESP) organizamos esse evento gratuito para que os jovens tenham oportunidade de trocar informações e aprender com aqueles que já fazem sucesso.

Se você não está conseguindo visualizar corretamente este e-mail, clique aqui.

Vista da Ilha de Manhatan - New York


Enfim conheci o que um grande amigo chamou de o principal chakra do mundo. O que me deixou mais feliz ao conhecer Nova Iorque (desculpe os gramáticos, mas fica feio assim, vou usar apenas New York) foi ver que a boa convivência entre todos os povos não somente é possível, como se bem aproveitada, é uma poderosa força motriz para o desenvolvimento. New York não é o Estados Unidos, New York é a junção do que o mundo tem de melhor, a soma do talento de todas as culturas e nações. É o local que propiciou aos imigrantes, que tinham vontade prosperar, a geração de riquezas para si e posteriormente para a cidade.

O que não falta por é o reconhecimento disto, cada banco do Central Park leva o nome de quem o doou, cada sala dos museus também. Quando as pessoas recebem uma oportunidade, o que elas mais desejam é retribuir, assim que tiverem condições. Quando os políticos fazem campanha para acabar com a imigração, é somente para ganhar votos dos ineficientes eleitores, pois quanto mais gente competente de diferentes culturas houver num país, melhor para todos os seus habitantes, e NYC é a prova disso. Entraram na ilha somente entre 1880 e 1910 cerca de 17 milhões de estrangeiros, não prejudicando em nada a população local, e isso numa escala menor, continua acontecendo até hoje.

Uma parte do mundo que nenhuma pessoa pode deixar de conhecer são as poucas quadras onde se concentram três dos mais importantes museus do mundo. O Museu da História Natural que nosinformações que vão desde o Big-Bang, passando pela geologia da Terra, mostrando um vasto acervo de fósseis de dinossauros e de homens. A própria Lucy, não a in the sky with diamonds dos Beatles, mas a nossa prima mais velha, de 4 milhões, está , com seus pequenos quadris, mostrando o momento histórico em que os homens deixaram de viver nas árvores e passaram a habitar o chão. O museu mostra a gigante biodiversidade animal, onde podemos conhecer centenas de mamíferos, peixes, leões-marinhos, focas, enfim, passar algumas horas ali representa centenas de livros lidos ou anos numa cadeira escolar. É fascinante saber que além de tudo o que está exposto, há centenas de cientistas, de todas as partes do mundo, estudando esses assuntos naquele mesmo local.

Bem a sua frente, que do outro lado do parque, se localiza o Metropolitan. Onde podemos contemplar o poder dos antigos povos que dominaram a terramilhares de anos atrás. Há muito material dos egípcios, gregos, romanos, etruscos, persas e por vai, tudo muito bem exposto e conservado.

Um pouco mais para dentro da agitada 5th Avenue, se localiza o MoMA. Andy Warhol, famoso artista americano, contribui muito para o conceito deste museu, quando em 1962, expôs um quadro que apenas mostrava latas das sopas Campbells. Com isso ele alertou ao mundo que os designers de todas as áreas, estavam fazendo arte em suas campanhas de marketing e vendendo isso as pessoas que compravam seus produtos sem ter essa consciência. O museu incorporou isto, e traz em seu acervo desde uma grande quantidade de obras de Picasso, Pollock, Kandisnki, e outros famosos artistas modernos, até a arte feita no design de carros ou de helicópteros.

Infelizmente para não me alongar demais não vou detalhar a fascinação das luzes da Time Square, a elegância da pista de gelo do Rockfeller Center, a primazia do Central Park e magnitude do Empire State. Há realmente muito que ver e aprender por .

A cidade é toda linda, segura e com as mais diferentes culturas convivendo em harmonia. A sua famosa estátua da Liberdade, doada pelos franceses e fixada, com o dinheiro arrecadado em uma mega campanha que envolveu desde mendigos até as mais ricas empresas dos EUA, dava as boas vindas aos imigrantes que ali chegaram para mostrar ao mundo que é justamente a diversidade cultural que pode trazer o progresso e incontáveis manifestações de criatividade.

bottom-img