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Precisamos de chuva...
para que a terra molhe,
para que o homem olhe.
Para que a mulher chore,
não precisamos de chuva.

Precisamos de chuva...
para que o tempo mude,
para que o céu aja,
para que Terra veja.
Para que as coisas se realizem,
não precisamos de chuva.

Precisamos de chuva...
para que a vida aconteça,
para que flor floresça.
Para que tudo mude
(e volte a ser melhor do que era antes)
precisamos de chuva.

A grande importância que teve esse movimento dentro da história mundial é que nunca antes a população do seu país havia tomado o poder do seu rei. A Revolução Americana que aconteceu um pouco antes da Francesa, foi diferente por desejar expulsar da terra os invasores que estavam atrapalhando o povo local - apesar da maioria dos revolucionários americanos serem imigrantes europeus, seus filhos e muitos que lutaram pela sua liberdade, eram estadunidenses e até mesmo aqueles que vieram da Europa sentiam os Estados Unidos como sua casa. Por isso, a Revolução Americana foi mais uma expulsão do que uma revolução, e diferente da França, sua monarquia só perdeu uma parte do poder ao ter que se retirar.

A troca de quem exercia o poder naquela época, acontecia quando exércitos de fora invadiam e impunham suas vontades ao povoado local. Antes da Revolução Francesa, dentro dos castelos, havia uma tranqüilidade esnobe, com a qual os reis faziam o que bem entendiam, pensando apenas em seu próprio bem-estar. Não havia nenhuma preocupação com gastos, pobreza da população, eficiência dos serviços públicos ou perda de poder. Quando os monarcas visavam à ampliação das riquezas do Império era apenas para ampliar suas próprias regalias e as daqueles que os cercavam. O governo Francês possuía um exército bem armado e por isso, tinha certeza que não havia com o que se preocupar.

A Liberdade Guiando o Povo, quadro de Eugéne Delacroix que representa a Revolução Francesa .

Para sorte da democracia e do desenvolvimento mundial, o inimigo de uma nobreza cega às necessidades da população estava dentro... O resto é história, o povo invadiu o Palácio de Versalhes, tomou o poder, e esta Revolução motivou dezenas de movimentos parecidos por toda a Europa e Américas. Mesmo os reis que permaneceram com suas coroas, começaram a respeitar a força do povo. A partir desta Revolução, passaram a ter mais respeito às vontades do todo, e a usar com limites suas mordomias, eles perceberam que qualquer deslize poderia colocá-los numa situação nada agradável.

O que vejo no Brasil do governo Lula é um panorama muito parecido com o que tinha a França antes da queda da Bastilha em 1789. Nãopreocupação com gastos públicos, que aumentaram sempre três vezes mais que o crescimento do PIB anual, apesar destes gastos faraônicos, esse foi o governo que menos investiu em infra-estrutura e por isso, os serviços públicos nunca estiveram tão ruins. No entanto, o pior de tudo é que hoje, o governo, não tem nenhum medo da população. Suas decisões não são baseadas na vontade do povo, mas somente em benefícios próprios. Vemos isso sendo feito de forma escancarada nas barganhas do Poder Executivo, que nomeia funcionários públicos em troca de votos de seu interesse no Senado e na Câmara.

É chegada à hora da sociedade civil exercer seu poder, atuando, cobrando, se fazendo ouvir. Comecemos a agir e mostrar que se nossas vontades não forem respeitadas os membros do congresso poderão ter um destino parecido com a de Luis XVI e de sua auxiliar de desrespeito ao povo Maria Antonieta.



Quando Monet, Manet, Renoir, Degas e outros pintores franceses juntaram-se para criar, o que na minha opinião foi o mais revolucionário movimento da história da arte, o Impressionismo, eles não estavam somente quebrando com todas as regras academicistas do Realismo, o que seria uma atitude admiravelmente corajosa, eles fizeram um grande movimento cultural que abrangeu desde um maior contato com a natureza, e por isso pintaram tantas paisagens ao ar livre, até uma nova forma de observar o mundo. Estes, inicialmente criticados artistas, começaram a transferir para os quadros a forma como realmente viam as coisas, mostraram que a realidade não é lida como algo exato e estático, como as antigas pinturas tentavam expor e com isto, e a partir daí as pessoas perceberam que nossa visão é diretamente afetada pela incidência da luz e que a forma como vemos o mundo ao nosso redor não é igual o tempo todo.

Atualmente, vivemos um momento parecido com o do final do século XIX, as evidências mostram que a realidade não é formada apenas por elementos físicos, os quais podemos tocar, sentir e ver. Há algo de mais profundo na constituição do universo, e a lucidez de algumas pessoas começa a trazer a tona estas novas impressões.

Assim como no Impressionismo, não podemos esperar que os cientistas façam estas descobertas. O próprio estudo da interferência da luz em nossa visão se desenvolveu graças à influência deste movimento cultural.

De onde virá o lampejo dessa vez?

Acredito que de um conjunto de diferentes áreas como a música, as artes e principalmente das pessoas mais sensíveis que não aceitam o congelado paradigma de realidade que estamos presos. Não podemos mais esperar pela ciência, pois ela chegou num ponto em que, se não começar a considerar o conhecimento intuitivo e vivencial, não andará mais para frente. Os atuais cientistas ignoram totalmente a consciência e a consideram um epifenômeno, por tanto não poderão nos trazer novidades a respeito desse assunto que é cada vez mais gritante.

Então convido você a perceber mais a consciência que é inerente a tudo, e que está ainda mais presente em nós, seres humanos. Comece a segui-la com mais atenção, e descubra o quanto ainda podemos nos bem impressionar com o mundo em que vivemos.

Para entender a mudança que vem acontecendo no sistema de organização de grupos e nas suas respectivas lideranças, analisemos dois estilos musicais, a Música Erudita e o Jazz, ambos de muita sofisticação e, por isso, necessidade de alto desempenho dos seus integrantes.

A primeira nasceu dentro da Igreja, no período medieval, com o objetivo de representar musicalmente as preces do catolicismo. Copiando sua mãe provedora, as orquestras se organizam até hoje dentro de um sistema de hierarquia rígida e bem definida. O maestro, não toca nenhum instrumento durante a apresentação e apenas comanda o andamento do seu grupo. Seguindo sua engessada formação o spalla, primeiro violinista, nunca se destacará menos que o segundo violinista ou mais que um solista. Todos devem a máxima obediência ao seu chefe de batuta na mão, se vestem iguais, tocam quase as mesmas notas e ainda têm a criatividade limitada pela partitura. A falta de adaptação da música erudita ao mundo moderno tem perturbado a vida das gravadoras que vêm as vendas desse gênero musical cair a cada ano.

O Jazz surge do movimento negro, quase sem hierarquia, pois seus criadores eram trabalhadores americanos descendentes de escravos africanos. Com isso, tem-se um tipo de formação musical mais livre e alegre. Embora haja um líder na banda, ele toca junto com seus colegas e faz questão que os outros se destaquem tanto quanto ele.

não vivemos na Era Industrial onde do alto de sua autoridade o patrão fica com um chicote na mão ameaçando seus subordinados a agirem conforme sua vontade. Não funciona mais, termos como motivador da ação o medo de um castigo. Aquilo que impulsiona um grupo, que necessita de alta performance, é a coesão de propósitos, todos envolvidos e desejando um objetivo comum. A liderança poderá até se alternar entre aqueles que melhor dominarem a tarefa que o grupo precisa executar naquele momento, é mais importante a conquista do resultado esperado do que quem estava à frente na façanha.

Um espetáculo de Jazz dá a oportunidade de todos criarem em cima de uma mesma linha melódica, com organização e muita descontração uma banda de Jazz representa perfeitamente as organizações do futuro. O líder, um dos músicos, está totalmente envolvido com o propósito do grupo, seu objetivo principal não é se destacar dos demais, mas fazer uma música que satisfaça tanto a platéia quanto seus colegas. A estúpida rigidez formal cai por terra e é contagiante ver no meio da apresentação o baterista se levantar e ir tomar água enquanto a banda continua o espetáculo sem perder harmonia, ou ver o solista sair de cena e dar lugar a outro músico, que se levanta e toca livremente, depois o pianista tira o terno e larga-o de qualquer maneira no chão, fantástico. Isto jamais acontece em uma orquestra sinfônica, ou em uma empresa formal.

Essa contagiante liberdade permitiu a adequação deste estilo musical com as novas tendências como a música eletrônica, e mantém seus fãs sedentos pelas próximas inovações. Cada vez mais, os grupos se destacarão em detrimento do individualismo, por isso, cabe ao líder mudar seu papel, preocupando-se apenas em despertar o máximo de talento e criatividade de cada membro, e fazendo com que o conjunto alcance uma notoriedade inigualável.

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