top-image


Será simples assim, o fim de tudo que passou?
Parece não ter começado, mas... acabou.
Jamais foi profundo , no entanto poderia ter sido.
Passou sem quase acrescentar, e de repente foi, terminou.

Sem amor, sem dor;
sem ação, sem repressão;
sem intensidade e com muita liberdade;
sem somar e também sem nada tirar.

Como a água que lindamente percorre nosso corpo,
o que vivemos tocou a pele, sem jamais ter penetrado a alma.
Embora na vida tenhamos todos os tipos de relacionamentos,
desejo que todos, futuramente, sejam para mim e para você mais abrangentes.


Apesar de a felicidade ser um propósito comum a todos, este assunto é muito pouco comentado entre as pessoas. O motivo do descaso não é claro. Uma possibilidade é a de todos acharem que está determinado o que é a felicidade. Para conquistá-la basta se ter bastante dinheiro, uma família estável e um bom emprego e você viverá feliz pra sempre... A outra hipótese é a de que esse assunto seja um tabu em nossa sociedade, devido à repressão que antigamente a Igreja Católica impunha a este tema.

De qualquer forma, vale uma reflexão para meditarmos sobre esta questão tão importante.

Começamos por dividir a felicidade em duas classes:

  1. Felicidade Extrínseca: Estado de euforia momentânea, que é despertado com alguma conquista externa, seja esta um bem material, uma posição melhor no trabalho, um novo cônjuge, entre outras. Ela se dissipa assim que a alteração emocional passa, nos levando a buscar objetivos mais complexos. Por não saberem que existe outra forma de se vivenciar a felicidade, as pessoas acham que a alegria que vem de fora é a única existente.
  2. Felicidade Intrínseca: Estado de permanente bem-aventurança que é obtido a partir do desenvolvimento interior. Este tipo de felicidade está atrelado à realização pessoal e será alcançada quando o pretendente colocar as vontades que m da consciência acima das convenções sociais.

Analisemos a vida destes dois estados desde o seu surgimento, passando pelo seu desenvolvimento, chegando até o seu desaparecimento ou perpetuação.

Nascimento

A Felicidade Extrínseca nos é oferecida como um pacote pronto, pré-estabelecido pela sociedade. A convenção é que ela será alcançada quando obtivermos tudo o que foi determinado. Tal estado pode ser comparado a um produto que você tem que comprar, nele encontra-se normalmente: uma casa grande, um bom carro na garagem, um emprego seguro, filhos obedientes, uma esposa ou marido fiel e bastante dinheiro no banco. A fórmula parece simples, alcance isto e viverá dando saltos de alegria. Segundo esta convenção, apenas aqueles privilegiados que obtiverem o que foi convencionado chegarão a tal estado.

No entanto, este pacote ilusório se altera assim que você está prestes a adquiri-lo, tomando proporções cada vez maiores à medida que nos aproximamos dele. Quando você está prestes a alcançá-lo, vem a “necessidade” de uma lancha, carros ainda melhores, esposas ou maridos mais jovens ou mais ricos, roupas caríssimas, fama, etc. Como diz a música de Dorival Caymmi “pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz”.

Este tipo de felicidade não é algo profundo, ele surge de vontades alheias, de outras pessoas que pensam que é por isso que vale a pena viver. Até mesmo as sensações que serão geradas por estas aquisições estão pré-determinadas pela sociedade, através das propagandas que vemos nos meios de comunicação. Isto deixa claro que não são sensações reais, pertencentes a cada um de nós.

A Felicidade Intrínseca começa a ser desenvolvida a partir da descoberta de um propósito pessoal. Um objetivo elevado e incomensurável, que cada um de nós deve mergulhar dentro de si para encontrar. Podemos citar como exemplos de propósitos: amar a tudo e a todos, ser feliz e compartilhar, ajudar as pessoas, etc. Depois desta descoberta é necessário que se comece a agir para colocar em prática a realização do propósito.

Esta felicidade que vem de dentro não surge repentinamente, ela vai se expandindo à medida que a pessoa se desenvolve como ser humano. É um estado que cresce com o autoconhecimento, por tanto, é totalmente individualizado. Somente a pessoa que gera as experiências pode saber o quanto aquilo representa para ela. Para se desenvolver tal estado é necessário um constante acompanhamento da consciência, que quanto mais próxima estiver mais aumentará a satisfação de se viver.

Desenvolvimento

A Felicidade Extrínseca se desenvolve a partir de vontades alheias, por isso a consideramos um estado externo ou pelo menos dependente das circunstâncias que estão fora de nós.

Como a pessoa que conquistou temporariamente esta emocionalidade não sente a felicidade como parte sua, e sim como algo que é gerado por estímulos externos, ela fica com medo de perdê-la caso perca os bens materiais adquiridos. Torna-se dependente de fatores externos que outros sempre poderão tomar para si. Por proteção, acaba desenvolvendo junto com as conquistas materiais, um estado egoísta. Afinal compartilhar pode significar - neste caso em que a felicidade está depositada em coisas que estão fora - perda.

Este tipo de bem-estar está totalmente sujeito a fatores que vem de fora e por isso é muito instável. Afinal a matéria deprecia com o tempo e leva com ela este tipo de felicidade. O que a matériaela também tira.

Hoje a pessoa está feliz porque tem o carro do ano, o tempo passa e seu amigo compra um veículo melhor, caso ela não adquira também o novo veículo, se sentirá inferiorizada, e por conseqüência frustrada. O estado não é seu, ele depende muito da imagem que as outras pessoas têm do que você possui e não do que você é.

Quando o que se deseja é alcançado, gera-se um estado de euforia levando-nos ao pico. No entanto, sabemos que depois de todo o pico vem a queda e para o ápice ser alcançado novamente exige bens materiais mais caros e mais difíceis de conquistar. Este estado de consciência exige a renovação constante dos bens de consumo. É na conquista desta euforia que se baseiam todas as campanhas publicitárias e todos os estudos de marketing.

A Felicidade Intrínseca é totalmente personalizada. Devido à interioridade de tal estado ele não pode ser tirado de quem tem, gera-se uma vontade de se levar isto a outras pessoas compartilhando o estado com os demais. Em princípio, nada pode abalar a felicidade que vem de dentro. Ela é um estado de consciência que independe das situações externas e é construída com o desenvolvimento do seguinte paradoxo:

A valorização de tudo o que se tem (gratidão) X A independência disto para a felicidade (desapego).

Gratidão: Ter zelo por tudo o que se tem é algo imprescindível para que montemos uma estrutura sólida para esta felicidade que estamos construindo. Embora ela não possa depender de fatores externos, estes serão muito úteis na sua solidificação.

A gratidão pelo que se conquista é importante que seja desenvolvida, afinal a conquista de objetivos concretos é uma demonstração de que estamos cumprindo o propósito. Por exemplo, se você tem como intuito ajudar aos outros é necessário que se tenha condições para este auxílio.

Além do mais, aquele que atingiu um nível de consciência capaz de saber qual é a sua missão na terra, não investirá em coisas que não estejam totalmente alinhadas com seu propósito. Tudo o que ele adquire tem o intuito de auxiliá-lo no cumprimento do objetivo maior. Com certeza, esta pessoa não comprará bens de consumo pela simples aparência. Quando os obtiver, será para auxiliá-lo na sua realização pessoal.

Ninguém consegue construir uma estrutura emocional consistente se tem dívidas impagáveis no banco e a preocupação de não ter assistência médica caso fique doente. Portanto, valorizar o que se tem e lutar para se conquistar tudo o que possa acrescentar no nosso bem-estar é parte da construção desta felicidade que vem de dentro.

Desapego: Paralelamente, vamos trabalhando o desapego em relação aos bens materiais, aos amigos e familiares (a parte mais difícil deste trabalho).

Esqueça o estereótipo de desapego que você conhece, que é a imagem de um monge que vive nas montanhas isolado de tudo. O verdadeiro desapego não acontece quando nos desfazemos de tudo que temos. Ele é realmente conquistado quando temos bens que valorizamos muito, que quando perdidos não abalam a nossa satisfação de viver.

Uma vez um amigo me disse:

- Eu sou desapegado às mulheres!

Logo perguntei:

- Você é casado? Ou teve uma namorada de mais de dois anos?

E ele disse:

- Não, como te falei, sou desapegado.

Assim não vale. É como o mendigo da Índia que se diz desapegado aos bens materiais. Como ele pode vivenciar o desprendimento se nunca teve nada?

O verdadeiro desapego é experimentado quando você tem um carro que gosta muito, mas de repente acontece um problema em sua empresa e você tem que vendê-lo, no entanto, isso não afeta a sua felicidade.

Por tanto, para se construir uma base sólida para a felicidade duradoura, é preciso que se lute por bens materiais importantes para o nosso bem-estar. Vitórias externas como a melhoria do nosso padrão de vida e a aquisição de tudo aquilo que possa ajudar na preservação deste estado. No entanto, vamos deixar claro que tudo isso caso seja perdido não nos desmoronará. Preservaremos nossa felicidade, pois ela tem que estar acima de qualquer bem que se possa comprar.

Também é necessário que haja conquistas internas, como a aproximação de nossos pensamentos, sentimentos e ações da consciência que habita em cada um de s.

Desaparecimento/Perpetuação

A Felicidade Intrínseca tende a desaparecer logo após a conquista dos objetivos e, para ser ressuscitada, pede vitórias mais caras. O problema disto aparece quando a pessoa tem tudo o que desejava e descobre que passou a vida correndo atrás de coisas que não eram a sua própria vontade, e sim anseios alheios de outras pessoas.

Gera-se então um vazio existencial, muito comum em pessoas de alto poder aquisitivo, e ainda pior em herdeiros abastados, que nasceram com todos esses desejos do consumo adquiridos pelos seus progenitores. Neste ponto da vida a pessoa passa por uma crise, enveredando por um dos dois possíveis caminhos. Acaba desistindo de tudo, por achar que não tem idade para buscar novas conquistas, ou passa a fazer o que realmente é importante para ela, independentemente do que os seus amigos ou familiares vão dizer. Ela começa a batalhar pela Felicidade Intrínseca, que na verdade sempre esteve à sua disposição, mas o afã de conquistar tudo o que a propaganda vendia obstruiu sua visão, mas assim que possui tudo, que esse tipo de felicidade é efêmera.

Aquele que, ao longo da vida, procura ouvir sua consciência e agir de acordo com ela, não se importando com o que os outros acham que é certo, faz crescer seu estado de felicidade permanentemente. Ela se tornará uma pessoa cada vez mais lúcida e grata pela vida, podendo ajudar a outros a conquistar este mesmo estado. O melhor de tudo é que o Universo coloca todas as sensações à nossa disposição, cabe a nós escolher com quais pactuar. A felicidade permanente é possível e depende apenas das suas escolhas. Elas contemplarão o que você acha que é melhor para você, ou irão preencher vontades alheias que a sociedade disse que você deve ter? A escolha é sua.

Reflexões

Observamos na descrição acima que um estado de felicidade que cresça e que se torne a cada dia maior, parte de nós mesmos e, menos vulnerável a situações externas, é possível de ser construído. Para tanto é necessário que a pessoa desenvolva autoconhecimento e encontre o seu propósito existencial mais profundo e importante, e aja para realizá-lo.

Devemos lutar por tudo aquilo que possa manter este estado de consciência por mais tempo. Aquisições são importantes, desde que estejam alinhadas com o cumprimento do nosso propósito. Vale ressaltar que tudo o que é externo a nós não pode afetar nosso bem-estar, deve chegar apenas para agregar, mas jamais nos afastar dele caso percamos estes bens. A vida deve se tornar um eterno aprendizado e uma auto-superação constante na busca de uma felicidade mais duradoura.


Muita gente me fala que gostaria de viver em um país melhor, que até faria algo por isso, mas que não sabe por onde começar. Sugiro quatro pontos que se fossem trabalhados por nós, impactariam em grandes mudanças para a melhoria do nosso Brasil.

São ações simples, que estão ao alcance de todos. Desejamos progresso, não esperemos que ele caia do céu, riqueza se constrói com ações continuadas. Não existe fórmula mágica, também não haverá salvador da pátria, como a maior parte dos brasileiros acreditava que existisse antes da primeira eleição do atual presidente. Se quisermos ver mudanças, é preciso empenho de cada um que habita a terra onde, como disse Pero Vaz Caminha em sua famosa carta ao Rei, “o que nela se planta, tudo cresce e floresce”.

1. A aprimoramento de si mesmo

As pessoas é que formam as instituições. O perfil de uma empresa é formado por uma média ponderada - com mais valor para seus líderes e um pouco menos para os demais - das pessoas que trabalham. De fato uma companhia não possui identidade própria, ela é reflexo da atitude de seus membros. Um país, da mesma forma, se constrói a partir da personalidade de seus habitantes.

Portanto, devemos primeiro batalhar por vitórias individuais para depois conquistar vitórias públicas. O aprimoramento de cada um de nós se refletirá numa nação mais justa, mais atuante e com mais oportunidades. Se desejamos melhorias concretas para o Brasil, primeiro é preciso que cada brasileiro olhe sinceramente para dentro de si e observe o que poderia mudar em seu comportamento, para tornar-se um cidadão melhor.

Agir corretamente e ter uma atenção especial para a melhoria contínua é um ato imprescindível para o desenvolvimento pessoal, e por conseqüência, de uma pequena, mas significante parte do nosso Estado. O progresso deve começar nas pequenas unidades do todo, e estas são cada um de nós mesmos.

2. Responsabilidade sócio-ambiental

A preocupação com as pessoas e com o meio-ambiente em que vivemos tornou-se cada vez mais importante nos dias de hoje. Vivemos em um mundo globalizado, onde as relações são sistêmicas. O que fazemos com as pessoas que estão ao nosso redor e com a natureza, reflete-se em todas as partes da sociedade. Boas ações acabam se reverberando por todos os cantos do planeta.

Engajar-se em algum projeto social ou ecológico que você acredite, além de estar contribuindo para a construção de um mundo melhor, é um ótimo laboratório para se treinar liderança, trabalho em grupo e comprometimento.

As pessoas que têm esse tipo de atitude tornam-se mais conscientes deste pensamento sistêmico e fazem com que a mais poderosa arma que possuímos - uma sociedade civil organizada - se volte mais para realizações nestas áreas.

Todos devem caminhar de mãos dadas para o bem das pessoas e da natureza.

3. Foco em execução e resultados para a defesa dos interesses dos brasileiros

O brasileiro tem que deixar de lado um pouco a sua altíssima individualidade e começar a pensar mais no todo, agir mais por este lindo país que nos proporciona tantos momentos maravilhosos. Precisamos aprender a pensar em um projeto de união e de melhoria de toda a Nação, refletir e atuar mais pelo coletivo, o que acabará invariavelmente auxiliando o individual.

Em nossa sociedade, com forte influência cristã, o termo lucro parece soar pejorativo. Dizer que a empresa ou o país quer crescer economicamente pode parecer exploração da classe mais baixa. Deixemos de lado essa crença que tanto nos prejudicou.

Notemos que foi justamente o foco em resultados e a boa aplicação da gestão empresarial, voltada para a execução, que tornou os Estados Unidos uma potência mundial. Não desejamos copiar a sua fórmula, pois sabemos que nosso povo é diferente e que possui características peculiares. No entanto, percamos essa mania advinda dos Europeus (principalmente Franceses, que acabaram influenciando os nossos colonizadores Portugueses) de muito discutir e pouco fazer. Isso se multiplica ainda mais nas altas esferas do poder público. Vamos agir e realizar para ver a Nação melhorar.

4. Ampliação da auto-estima brasileira a partir do reconhecimento mundial

Moramos no país mais lindo do planeta e temos o povo mais contente do mundo. No entanto, onde anda nossa auto-estima?

É importantíssimo que, para construirmos um novo Brasil, tenhamos coragem para mudar. No entanto, para operar transformações profundas é necessária muita confiança, que se conquista com forte auto-estima. O patriotismo brasileiro é sempre deixado de lado e aparece quando a seleção de futebol vai a campo. Uma valorização maior do país é fundamental para que ele se desenvolva.

Quando nos engajarmos em movimento de melhoria pelo país, acabaremos por conhecê-lo e amá-lo mais e nos orgulharemos cada vez mais de sermos brasileiros.

Agindo e melhorando

Se valorizarmos mais o que temos, vamos agir mais por isso e construir o Brasil dos nossos sonhos. Cada um deve estar ciente da sua importância neste processo e deve agir para isso.

Sonho com o Brasil no grupo das grandes potências e com oportunidade de realização para todos os seus habitantes, gostaria muito que você sonhasse e agisse comigo. Afinal, podem me achar um sonhador, mas talvez eu não seja o único...


Presenciamos na última reunião do G8 uma atitude infantil e retrógrada do presidente da Rússia ameaçando a Europa com bombas ou corte de energia, caso não cumpram suas exigências. Vamos entender porque ele anda na contramão do mundo e porque acredito que este país trabalha bem abaixo do seu potencial de desenvolvimento.

Antes de iniciar a reflexão, vale lembrar que Vladimir Putin foi diretor para assuntos externos da KGB, a terrível policia criada por Stálin. Em nome desse gênio do mal, considerado o ditador mais cruel que pisou na terra, (pesquise a sua vida e verá que ele fez uma quantidade de atrocidades ainda maior que Hitler) a sua instituição matou milhões de pessoas, chegando ao ponto de ter meta de mortes de inocentes em cada cidade, para instaurar o medo na população.

Com o final da II Guerra, acreditávamos que os vínculos entre o capitalismo, representado pelos EUA, e o socialismo, seguido pela Rússia, seriam sempre baseados na teoria do filósofo escocês Adam Smith, na qual para se obter algo é necessário tirar de quem tem. Neste tipo de relação prevalece o ganha-perde. Por conta disso, os países acabaram se afastando e a Rússia manteve-se fechada até o limite suportável pelo seu povo.

Meio século depois, os EUA encontraram na China, uma economia prioritariamente socialista, uma grande aliada para o crescimento dos dois países, modificando com esta nova parceira, a estrutura da relação capitalismo-socialismo. Atualmente, estamos em uma época em que impera a teoria do matemático americano John Nash, na qual, se cada parte abrir mão de alguns pontos para o crescimento mútuo, teremos com isso a simbiose do ganha-ganha.

A Rússia, que via na disputa a única forma de se sobressair comercialmente, perdeu a oportunidade de se desenvolver após a II Guerra tanto quanto a China vem se desenvolvendo nos dias de hoje.

No entanto, eles não aprenderam a lição. Bastou sua economia melhorar um pouco e qual é a reação de seu líder? Tentar conquistar o poder com mais ameaças de guerra.

Os resultados são cada vez mais valorizados em um mundo tão competitivo como o nosso. No meio empresarial encontramos a maior quantidade de rivalidades, afinal quase todas as pessoas adultas dedicam sua vida a conseguir sucesso no campo profissional. Isso faz com que o mundo seja palco de uma constante disputa.

Para vencermos a concorrência, é importante que estejamos alinhados com os paradigmas do momento presente. Antigas crenças, relacionadas ao trabalho, prejudicam o desempenho profissional daqueles que ainda as adotam como premissas. Elas causam impactos nocivos à criatividade e ao crescimento da produtividade. A mais marcante delas diz:

FAZER MAIS = TER MAIS.

Isto era válido na Era Industrial, quando o resultado dependia apenas de produção. Bastava-se ficar o maior tempo possível fazendo e seu sucesso estava garantido. Ainda bem que hoje não é mais assim, o mundo se tornou mais elaborado e também mais complexo. Agora, mais tempo de trabalho não significa necessariamente mais resultados. Precisamos inovar, refletir e nos aprimorarmos constantemente.

A idéia abaixo parece muito mais coerente com a Era da Informação:

DESENVOLVER-SE CONSTANTEMENTE PARA FAZER AS COISAS CERTAS NA QUANTIDADE EXATA = TER MAIS.

A produtividade em países como os Estados Unidos, Japão e Alemanha tem crescido ao longo dos anos, não obstante, o tempo de trabalho de seus funcionários tem despencado. Apesar dos números mostrarem essa nova realidade, muitos empresários ainda continuam agindo da maneira antiga. Eles aumentam cada vez mais as jornadas de trabalho e não entendem porque os resultados não parecem. Chegando ao extremo de se sentirem culpados quando dedicam um pouco de tempo à sua vida pessoal ou a seu aprimoramento com treinamentos específicos. Atitudes estas que são essenciais para se pensar diferente e estimular a criatividade, o grande ativo de nosso tempo.

A dedicação extremada dos empresários às suas companhias tem mostrado reflexos negativos, inicialmente na saúde, depois nos relacionamentos e por fim, na redução da produtividade profissional.

Uma recente pesquisa publicada na revista Exame nos mostra claramente esse quadro. No estudo, de um hospital paulista com mais de 4 mil executivos, revelou-se que: de cada 10 executivos, 7 são ansiosos, estressados e sedentários. E ainda: 70% estão acima do peso e 50% apresentam colesterol alto e risco de hipertensão. O desgaste da saúde prejudica o desempenho em qualquer atividade.

No mundo empresarial, temos visto uma grande preocupação no desenvolvimento de tecnologias de comunicação e de produção. No entanto, pouco se tem feito para que os executivos melhorem sua performance com alicerces de sua própria estrutura pessoal. Isto será um grande diferencial na Era da Informação, conhecimento que tenha como objetivo o aprimoramento pessoal e posteriormente a melhoria no desempenho profissional.

Treinamentos para a melhoria na administração do stress, aumento do controle emocional e ampliação da capacidade de concentração, são deixados de lado, mas quando trabalhados aumentam muito o desempenho de todos. Quando a pessoa está bem consigo mesma, ela consegue vislumbrar mais oportunidades e passa a focar-se nelas. O empresário com alto nível de stress, tende a ampliar a proporção dos problemas e a se dedicar demais a solução destes, perdendo seu valoroso e escasso tempo.

Para que tudo isso seja mostrado de forma mais clara, vamos comparar a atitude empresarial com os atletas de ponta. Veremos como eles usam o treinamento, o descanso, as refeições e a competição para se aprimorar e vencer.

Escolhemos esses profissionais porque existe muito estudo e tecnologia em seus afazeres.

No esporte, tem se praticado uma ótima gestão pessoal. A superação constante dos recordes mostra que este tipo de acompanhamento está produzindo os resultados esperados. A evolução pessoal é atualmente o maior diferencial para alcançar os objetivos desejados. É inegável que o desenvolvimento da tecnologia contribui para melhores resultados, mas esta também, é útil quando focada no aprimoramento humano.

Treino e descanso

A excelência é adquirida quando se juntam dois fatores: constância e exigência.

Um treino bem orientado não deve se limitar a um grande esforço para se atingir os resultados esperados. Para se ter uma idéia de como o treino certo é que produz mais efeitos, na natação a quantidade de km e tempo que um atleta treina, hoje em dia são menores queanos atrás. Detectou-se algo óbvio, mas que no meio empresarial muitos parecem não perceber: o que importa não é a quantidade de horas treinadas, mas a qualidade do treino e o quanto o atleta melhora seu estilo a cada vez que entra na água. Os recordes que são batidos todos os anos, apesar da redução dos treinos, estão para comprovar essas evidências.

Você acha que conseguirá completar uma maratona dedicando-se com muito empenho apenas ao levantamento de peso? Embora você possa fazer esse esforço com muita técnica, com certeza não conseguirá atingir sua meta. Para se conquistar objetivos é preciso fazer a coisa certa na quantidade exata, e não apenas certo as coisas.

O empresário deve aprender com o atleta que estar preparado para uma competição é algo imprescindível para que se vença a mesma. Preparação envolve treinamento e repetição daquilo que precisaremos fazer de forma perfeita na hora H. Empresas que investem em treinamentos para seus executivos vêm no resultado a importância de se preparar bem aqueles que vão para a disputa.

Os executivos, por acumularem demasiadamente tarefas, pouco tempo têm para analisar se estão fazendo as coisas certas. Eles pensam que se estão trabalhando muito, conseguirão invariavelmente o que desejam. Notamos aqui, a interferência prejudicial da crença da Era Industrial que vimos acima: FAZER MAIS=TER MAIS.

O descanso adequado é essencial para que se atinja a alta performance. Ele permite que recarreguemos nossas baterias e tenhamos tempo para refletir sobre a direção que estão nos levando nossas ações. O repouso também é essencial para a manutenção da saúde.

O workaholic pensa estar fazendo um bem enorme para sua empresa trabalhando mais de 15 horas por dia. No longo prazo, além de prejudicar a sua saúde ele gerará uma grande quantidade de conflitos, reflexos de stress acumulado. Descontará isso em outras pessoas, acabando com equipes promissoras, aumentando o turn over, que faz subir os gastos e reduzir os resultados. Isso também acontece com o atleta que treina demais, ele desenvolve o que os médicos chamam de overtrainig, uma patologia do esporte que faz com que a pessoa comece a perder nutrientes essenciais à saúde e a render cada vez menos nas competições.

O treino e o descanso em medidas ponderadas desenvolvem as duas características que necessitamos para o sucesso: constância e exigência. A repetição através do treino desenvolverá em nós a constância e o descanso, por sua vez, nos dará o tempo necessário para que revisemos o que fazemos, tornando-nos cada vez mais apurados em nossas atitudes. Se estes dois fatores forem trabalhados qualquer objetivo pode ser alcançado.


Alimentação e Trabalhos Complementares

A estado alta performance acontece quando temos um bom desenvolvimento e equilíbrio em todas as manifestações humanas. Para se atingir isto é necessário que o físico, o emocional e o mental estejam em perfeita sintonia. Não podemos desenvolver uma destas áreas em detrimento das demais.

Os atletas de ponta sabem da importância de cuidados complementares e de uma alimentação compatível com a natureza de seus exercícios, para desenvolver-se em todas as áreas citadas acima. Os empresários negligenciam esse aprimoramento global pensando que somente com mais trabalho vão aumentar os resultados.

A energia para agirmos, trabalharmos e pensarmos criativamente vem, em grande parte, da nossa alimentação. Por tanto, é essencial que tenhamos uma preocupação com ela para melhorarmos nosso desempenho em qualquer coisa que façamos. Todo atleta de ponta, tem seu sistema alimentar adequado à sua atividade.

Por que o empresário que compete vigorosamente todos os dias, acha que pode entrar em um restaurante e comer o que bem entende? Ou pior, ficar horas sem comer, achando que não pode perder tempo com isso. É claro que estas atitudes com a alimentação influenciam negativamente a produtividade. Por isso, é necessária maior atenção ao que ingerimos.

Para se atingir a excelência, os atletas fazem trabalhos complementares aos seus treinos como a musculação, o yôga, a meditação, etc. Com isto, estarão aprimorando os planos emocionais e mentais. Estes serão fundamentais em momentos de muita pressão, em que pequenos detalhes fazem toda a diferença.

O aumento da concentração, por exemplo, desenvolvido por técnicas como o meditação e o yôga faz com que o empresário apure a principal característica para o sucesso na Era da Informação: a capacidade de aprender sempre, proporcionando aprimoramento constante. A execução focada, sem dispersão, permite uma assimilação muito maior das informações. O aumento da concentração desenvolve excelência na execução com mais aprendizado.

Mesmo aquele que se dedica a um trabalho estritamente mental deve saber que se seu corpo não estiver bem, em pouco tempo isto interferirá no psicológico. O mesmo vale para os atletas que realizam um trabalho estritamente físico. O desenvolvimento emocional/mental é fundamental para o alto desempenho.

A competição e a vitória

Nesse tópico, o empresário sai com uma grande desvantagem. Afinal, o atleta treina bastante se preparando para uma competição e quando ela acaba ele revisa seus erros, descansa e apronta-se para uma nova rotina de treinos e melhorias.

O empresário compete o tempo todo, e pouco se prepara para essas disputas diárias. Devido ao excesso de carga de trabalho, ele quase não descansa e nem revisa suas atitudes para ver se está se direcionando para o caminho que deseja. Este descaso à reflexão, prejudica seu aprimoramento.

A revisão das ações que não produziram o resultado esperados é a grande chave para o aprimoramento constante. Na vida, o importante não é se você ganhou ou perdeu, o importante é o quanto você aprendeu, usando esta informação para aprimorar-se e tornar-se uma pessoa mais feliz e realizada.

Vencer é uma sensação sublime, que todos desejam e que vicia. O bom é que para se vencer é necessário que nos melhoremos eternamente.

Para se atingir o nível ideal de desempenho é importante que, acima de tudo, a pessoa esteja bem consigo mesma. Somente com um bom funcionamento de nosso físico, emocional e o mental é que conseguiremos ganhar mais e isso nos tornará pessoas mais realizadas e completas. Alcançar este estado requer algum esforço, mas que não necessariamente passe por sofrimento. Para nos mantermos motivados à vitória, é necessário antes de tudo, estar feliz e seguir nossa consciência. Somente então, atingiremos o estado de produtividade ideal que engloba satisfação, dedicação e felicidade, e é onde todos os recordes e desafios são vencidos e todos os sonhos são concretizados.

bottom-img