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Para chegarmos ao pleno potencial na realização de nossos objetivos, devemos observar como estamos lidando com duas atitudes fundamentais do ser humano:

Extroversão

A capacidade que temos de nos projetarmos para fora de nós mesmos e interagirmos com o meio é algo de fundamental importância para a concretização de objetivos. A extroversão, quando bem trabalhada, gera disposição, motivação e ótima capacidade de relacionamento com outras pessoas.

A vitalidade e energia exacerbadas que essa habilidade proporciona, são essenciais para darmos continuidade às ações que nos levarão aos nossos objetivos. Lembremo-nos que realizações são frutos de ações continuadas e isto só acontece quando há força suficiente para mantê-las.

Desde a época em que vivíamos nas cavernas, os seres humanos se reúnem em grupos para desempenhar funções mais elaboradas. É inegável que sejamos um animal social, que necessita dessa interação para viver bem. Dependemos de outros parceiros da mesma espécie para alcançar nossos objetivos. A quantidade de realizações que você conseguirá concretizar está diretamente ligada à quantidade de aliados que você possui nas diferentes áreas da sua vida.

O extremo da extroversão, como todo o radicalismo, não é benéfico. A pessoa que projeta todos os seus anseios e expectativas nas outras acaba sempre se frustrando, pois não vive a sua vida e sim a de outros. Esta atitude acaba gerando excesso de ansiedade que, quando protelada, leva a estados de depressão.

Por tanto, a melhor atitude a tomar em relação à extroversão é ser você sempre, respeitando seus valores e princípios mais íntimos. Eles são reflexos da consciência mais pura que habita dentro de nós e que é o nosso verdadeiro Eu. Paralelamente, você deve trabalhar para conquistar cada vez mais aliados, eles serão imprescindíveis na sua jornada pela vida e aumentarão o seu prazer de viver. Os amigos são geradores de boa parte de nossa felicidade.

Introversão

Nascemos com a propriedade da imaginação e com a necessidade de, vez por outra, mergulharmos nesse mundo lindo e vasto que é o universo interior. Essas atitudes introspectivas são inerentes a todos os seres humanos, mais desenvolvidas em alguns que em outros. Saber voltar-se para dentro e conhecer-se mais a si mesmo é atitude imprescindível para aquele que deseja a concretização de seus sonhos.

A imaginação contribui muito para as realizações, pois quando você consegue se visualizar fazendo o que deseja já está bem perto de concretizar isto. Uma pesquisa feita com atletas de alta performance, líderes em seus respectivos esportes, mostrou que todos eles, sem exceção, se visualizavam vencendo antes das competições.

Boa parte das frustrações que ocorrem nas jornadas para as concretizações vem obviamente de falhas de nós mesmos, embora queiramos sempre achar um culpado pelos nossos fracassos. Nossos defeitos e virtudes se refletem em qualquer trabalho que exerçamos. Saber observar-se e aprender com seus erros, para melhorar como pessoa, aumenta a sua capacidade realizadora. Esta atitude está totalmente ligada à sua propriedade de voltar-se para dentro.
Conhecer-se mais, a partir de auto-observação, gera confiança em si, pois sabendo exatamente o que queremos, teremos mais capacidade de manter ações disciplinadas e constantes até a concretização de tudo o que desejamos.

A quantidade de informações que o mundo gera nos dias atuais tem atrapalhado a introspecção. São muitos estímulos, sempre gerando mais extroversão. Dizem as estatísticas que a quantidade de dados disponíveis dobra a cada ano e que, se continuarmos assim, dobrará a cada 90 dias até 2020. Tanta informação importante faz com que nossos sentidos estejam cada vez mais aguçados para captar tudo o que o mundo nos traz.

Claro que isto traz conseqüências e nem sempre elas são saudáveis. Excesso de informação é igual a excesso de dispersão, que dificulta o nosso foco e cada vez mais nos afasta daquilo que realmente somos. Nos distancia daquela maravilhosa sensação, poucas vezes experimentada, de voltar-se para dentro e de não desejar mais nada, simplesmente estar consigo.

O excesso de introspecção também deve ser observado para não gerar uma personalidade com dificuldade de interação com outras pessoas e que não comemora as vitórias da vida, reduzindo assim o estimulo para mais e mais conquistas.

A harmonia das duas partes

Como diz meu amigo Robert Wong, ´´O sucesso está no equilíbrio´´. Na habilidade de equalizar essas duas funções psicológicas:

Extroversão - que nos manterá motivados, com a energia lá em cima e com uma quantidade enorme de parceiros para nos apoiar e;

Introversão – que proporciona o autoconhecimento, o foco e ações executadas de forma constante e disciplinada, sem perdermos de vista o que queremos, que possibilitará a colocação de cada tijolo na concretização dos nossos objetivos.

A extroversão pode ser comparada à comemoração e alegria de um gol, que de tão contagiante nos estimula a querer repetir tal experiência. Essa dádiva, no entanto, só acontecerá com a sua contraparte, a disciplina tática e o empenho, simpáticos à introversão. Observe-se mais para perceber quais dessas duas capacidades você precisa melhorar para antes de tudo ser uma pessoa mais completa e depois realizar tudo o que deseja.

Minha alegria cresce ao te ver chegar
minha felicidade aumenta ao te ouvir falar
minha tristeza surge com sua voz cansada quando quer se afastar
A cada dia te quero mais perto
Pois sei, que isso é certo
Até que tudo no mundo tenhamos descoberto
Meu amor, minha princesa mimada
Te desejo mais livre e mais amada
Ao seu lado, estarei nesta longa jornada




A história do trabalho é tão antiga quanto à do homem, em muitos momentos elas se confundem, mas por incrível que pareça nem sempre trabalho foi sinônimo de tortura como a etimologia da palavra demonstra. Segundo o dicionário Hoauiss, o termo deriva do latim, tripalium, instrumento de tortura, derivando do adjetivo tripális, que significa sustentado por três estacas ou mourões. O termo tripaliare, influenciou vários idiomas, entre eles o português trabalhar, o francês travailler, o espanhol trabajar e o italiano traballare. Mas quando exatamente o trabalho deixou de ser algo simples e encantador para se tornar sinônimo de sacrifício? E para onde está indo essa atividade que ocupa mais de um terço de nossas vidas?

Para entender um pouco o começo dessa história citamos um prestigiado consultor de empresas, o Professor Ricardo Mallet que em seu artigo Realize-se e Realize Mais demonstra:

``É mesmo difícil de imaginar, mas já houve um tempo em que não precisávamos trabalhar para viver. Naquela época, nossa comida era banana e nossa casa um galho. E vivíamos felizes! Tudo o que necessitávamos estava ali, ao alcance das nossas mãos. Vida simples, pouco stress.´´Passávamos o tempo comendo, brincando, namorando e descansando. Um verdadeiro paraíso.
´´Daí a Mãe Natureza nos "deu um gelo" e tivemos que abandonar o nosso jardim do Éden à procura de alimento e abrigo. Jogados ao mundo, inexperientes e indefesos, enfrentamos não apenas a fome, mas também alguns predadores famintos. A situação apertou muito para o nosso lado até percebermos que tínhamos um diferencial competitivo: mãos! Graças a elas, conseguimos criar alguns artifícios capazes de garantir a nossa sobrevivência. Foi o início da Era "gente que faz", pois para ter alimento e proteção, precisávamos fazer alguma coisa. A fórmula era, simplesmente, fazer = ter. E nós realmente fizemos. Plantamos, industrializamos, informatizamos e globalizamos. De uma espécie em risco de extinção com menos de dois milhões de seres, crescemos para mais de seis bilhões sobre a face da Terra``.

É nesse processo de agricultura, industrialização e informatização que vamos nos aprofundar neste texto para saber para onde estamos caminhando.



O ser humano teve muita dificuldade em se adaptar à Era do Gelo

O trabalho de caça e coleta
Após o que o professor chamou de ´´deu um gelo´´, que foi a era glacial há cerca de 150 mil anos e que secou nosso habitat natural, que eram a árvores, caímos num mundo novo e totalmente desconhecido, o chão. Nas árvores sabíamos nos virar e sobreviver, na terra não conseguíamos ser mais velozes que um rato ou uma galinha, não tínhamos olfato apurado e nem uma boa visão noturna para fugir dos predadores. O trabalho desse período era manter-se vivo. Preservar a espécie era o melhor que poderíamos fazer, o homem trabalhava apenas para ele mesmo. Precisamos de alguns milhares de anos de alimentação de insetos para nos darmos conta de que com as mãos, poderíamos agarrar um pedaço de pau e caçar bichos maiores e mais saborosos. Nesse momento o homem deixa de lado a coleta para passar à caça. Caçar exige muito mais esforço, planejamento e dedicação. O homem caçador tornou-se, desde aquela época, escravo de seu trabalho. Somente quando trabalhava bem conseguia alimentar-se e dar de comer à sua prole. O trabalho passou a ser uma obrigação que deveria ser feita todos os dias, afinal não sabíamos se a caça daria certo naquele dia ou não. Ao contrário dessa era, no tempo em que vivíamos nas árvores o labor era algo que se fazia apenas quando necessário.



A agricultura, diferente da caça, era exercida por homens e mlheres.

Agricultura
Há mais de 12 mil anos, na pré-história do período neolítico surgiu a agricultura, baseada em duas observações:

1. Notamos que ao colocar alguns grãos na terra, esses seriam semeados, cresceriam e dariam origem a muitos outros na planta que nascia. Isso permitiu que nossa maior riqueza na época, o alimento, se multiplicasse.

2. Constatamos que em alguns períodos era mais difícil caçar. Concluímos por tanto, que se colhêssemos sementes conseguiríamos armazenar o alimento por muito mais tempo o que nos manteria vivos em épocas de ´´vacas magras´´.

A agricultura possibilitou ao homem se estabelecer em uma região, não precisando mais correr atrás da presa e se deslocar por territórios desabitados. Com mais permanência no mesmo lugar geramos riquezas e melhoramos por conseqüência nosso padrão de vida. No entanto, acabamos por desnaturalizar o ambiente, desmatando a vegetação nativa para implantar a monocultura de poucas plantas. Buscamos sempre maior quantidade com menor variedade. Posteriormente passamos a utilizar pesticidas e outros elementos químicos, causando um grande impacto no solo, na água, na fauna e na flora das regiões exploradas.



Talvez estes selos, encontrados na Índia, na civilização do Vale do Indo , sejam a moeda mais antiga de que temos registro.

O escambo e o comércio
Até esse momento da história o trabalho tinha um único propósito: sobrevivência. Caso ele nos proporcionasse subsistência estava cumprido seu papel. Surge timidamente o comércio que se inicia pelo processo de troca direta. Na verdade o ser humano sempre usou o câmbio de produtos quando tinha uma necessidade imediata. Com o passar do tempo, o comércio se organizou e se consolidou.

Concentrava-se principalmente em cidades que eram pontos de passagem de peregrinações religiosas. Ele foi a primeira manifestação institucionalizada de vontades mais elaboradas. Há cerca de 3000 anos, o homem começou a não se contentar apenas em alimentar-se ele desejava sabores diferentes e sensações inéditas.

Surgem nessa época os artesões que introjetaram na sociedade a troca do trabalho pela auto-estima ou pela utilidade de seus produtos. Os seus afazeres eram realizados em oficinas construídas nas casas dos próprios artesãos, utilizando poucas ferramentas, energia humana, animal e hidráulica, para criar um produto único e não padronizado.

Um artesão conseguia realizar todo o trabalho sozinho, às vezes se aliava a um grupo para dividir as etapas do processo da produção. Esse processo se chamava manufatura, pois não havia o uso de máquinas. Com cada vez mais produção, as trocas começaram a ficar mais elaboradas , gerando a necessidade de criar uma moeda.

Esse é outro momento muito marcante na história do labor. Até então, nenhum trabalho tinha um valor determinado, era algo subjetivo, todas as realizações valiam o preço da subsistência ou da necessidade de outros. A partir da moeda, o trabalho começou a ter diferentes valores. Iniciou-se também a especialização, por mais rude que ainda pudesse ser.



O trabalho infantil era normal na Inglaterra até o século XIX.

O início da Era Industrial
A industrialização começou a aparecer no chamado ``século das luzes´´, o XVIII, e essa revolução surge de uma mistura de cientificismo, racionalismo, ironia e auto-ironia. Vivíamos um momento de progressos em quase todos os campos científicos - na física, na filosofia, na biologia - e nas artes principalmente na música, período em que estiveram vivos ao mesmo tempo Mozart, Beethoven e Haydn e Bach acabara de falecer. O desejo de todos era ganhar mais autonomia através do trabalho que gerasse riquezas.

Podemos afirmar que essa Era, que se inicia timidamente na segunda metade do século XVIII, chega ao ápice por volta de 1850 e começa a desaparecer um século depois (1950), pode realmente ser chamada de um período revolucionário.

Segundo o Professor Domenico De Masi, estudioso do trabalho, o que define a mudança de um paradigma histórico é a junção de três inovações diferentes. São elas:

1. Novas fontes de energia - Em 1880, Thomas Edison descobre a luz elétrica. A locomotiva foi inventada um pouco antes em 1804, potencializando a distribuição de tudo o que era produzido.

2. Novas divisões de trabalho - Como veremos a seguir, a produção foi toda estudada e deliberada para que houvesse otimização de resultados. Trabalhos diferentes surgiram e os antigos foram remodelados em sua maioria.

3. Novas divisões de poder - O setor produtivo, isto é os burgueses, ganharam espaço por todo o mundo, gerando cada vez mais riqueza para não perder seus postos.

No começo da revolução, surge o mais famoso estudo sobre o trabalho, A riqueza das nações de Adam Smith publicado em 1776. Neste tratado o autor expõe que cada indivíduo em busca do seu próprio interesse irá promover o bem comum. Essa é a mão invisível do mercado, a competição, que segundo ele gera prosperidade para a sociedade.

A Era Industrial atinge seu cume por volta de 1850, época em que a Inglaterra começa a produzir e exportar em grande quantidade diversos tipos de tecidos. Somente nessa década é que as pessoas começaram a se dar conta que toda a sociedade havia mudado, não existiam apenas indústrias nascia a Era Industrial.

Para melhorar a fabricação utilizou-se o cientificismo, que se consolidava em contra posição a força da Igreja que imperava absoluta até aquele período. Os cientistas pretendiam, na época, explicar todos os fenômenos da natureza. Aplicavam-se à produção esses conhecimentos através de máquinas a vapor, engenharia e pessoas controlando o trabalho de outras.

O principal expoente desse movimento de modernização da produção foi o americano Frederick W. Taylor (1856-1915), considerado o pai da "Administração Científica". O que ele desejava era reduzir ao máximo o desperdício, ampliando os lucros e possibilitando à empresa com mais resultados o pagamento de maiores salários. Taylor foi muito mal interpretado pelos seus contemporâneos, seu intuito não era que as pessoas ficassem muitas horas dentro das fábricas como a história sempre quis demonstrar, mas fazer com que o aumento da eficácia reduzisse o tempo de trabalho. Isto possibilitaria às pessoas ter mais tempo para o ócio. Ele planejou todos os processos da produção para maximizá-la, o que foi chamado posteriormente de taylorismo.

Apesar da boa vontade deste cientista, o que acabou acontecendo foi o que descreveu Villarmé em 1840, em seu tratado sobre o estado físico e psíquico dos operários das fábricas de algodão. Segundo o autor, naqueles tempos os escravos das Antilhas trabalhavam 9 horas por dia, os condenados ao trabalho forçado nas instituições penais, 10, e os operários de algumas indústrias de manufaturas trabalhavam 16 horas por dia. Operários daquela mesma França que com sua Revolução tinham proclamado os direitos do homem.

Outra figura importante e precursora no movimento de industrialização foi o empresário europeu Thonet que assim foi descrito por Domenico De Masi em seu livro O ócio criativo ´´estamos na metade do século XIX e o industrial descobre que na capital austríaca, além do príncipe encontra-se um imenso mercado em potencial. Trata-se de gente que ainda não tem dinheiro em demasia, que não possui ainda uma cultura própria, e por isso imita os aristocratas. Ele cria um estilo sob medida para a burguesia emergente. São móveis, pouco caros, práticos, facilmente montáveis e vendáveis a partir de um catálogo. Thonet, em síntese, inventa um marketing e um modo de produção em série. Ele tinha uma relação com mais de 14 mil móveis para serem escolhidos pela clientela``.

A sociedade industrial é exatamente isto. Um processo de enriquecimento que surge a partir da premissa, que ainda é atual, e que reza: ``Há quantos posso servir?´´. Essa pergunta continuará sendo feita por empresários de todos os tempos e construirá as maiores fortunas àqueles que mais a seguirem.

Próximo momento dentro dessa Era que foi muito marcante é o que os estudiosos chamam de fordismo. Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, o fordismo se caracteriza por ser um método de produção em série, um aperfeiçoamento do taylorismo. Baseado na premissa da riqueza este visionário fez com que, através da sua famosa linha de montagem criada em 1920, o carro que era um artigo de luxo para poucos se tornasse acessível a muitos. Ele produziu só na década de 20 mais de 2 milhões de veículos o que possibilitou a redução dos custos dos mesmos. O modelo de Ford chegou ao ápice nas décadas de 50 e 60, os chamados anos dourados do capitalismo. Sua decadência mostra o declínio de todo o movimento da Era Industrial.

A transição da Era Industrial para a Era da Informação
A passagem de uma Era importante para outra não acontece do dia para a noite. A transição se dá a partir da sucessão de uma série de fatos que vão modificando a sociedade. Para mostrar essa mudança vamos analisar o crescimento e a queda dos operários, a classe trabalhista que mais caracterizou a Era Industrial. Entender esse processo de ascensão e queda dos operários é compreender a transição dessas duas eras, a Industrial para a da Informação.

A história nos mostrou que as verdadeiras e perenes transformações não acontecem a partir de imposições violentas e repentinas. Hitler, Stalin e Mao, três gênios do mal deixaram isso muito claro. Mataram milhões de pessoas e nada criaram, só destruíram com suas tentativas de revolução. Foi a mudança do trabalho ao longo desses últimos anos que produziu as maiores modificações na nossa sociedade.

Voltemos um pouco no tempo para entender o movimento social mais transformador do século XX. Antes da I Guerra mundial os agricultores eram o maior grupo isolado em todos os países, seguidos pelos empregados de serviços domésticos. Só para se ter uma idéia da quantidade do segundo colocado, nos sensos praticados no ocidente no início do século XX, uma pessoa que tivesse apenas três desses serviçais em casa era classificada como classe média baixa.

Como esses dois grupos não possuíam capacidade de se organizar, eles fizeram pouco alarde histórico e passaram quase despercebidos ao longo dos anos. Os agricultores dessa época organizaram apenas duas revoltas realmente expressivas, a rebelião de Taiping em meados do século XIX e a Guerra dos Boxers, no seu final e as duas aconteceram na China. No resto do mundo pouco se fez. Já os empregados domésticos nunca apareceram em uma passeata pública de sua classe.

Por esse motivo esses dois grupos foram desprezados por Karl Marx em seu estudo O Capital. Contrariando o que este autor previu décadas antes, em 1900, eles não haviam se tornado maioria. Portanto, não conseguiriam subjugar os capitalistas somente pelo número. A força desse grupo cresceu na medida em que aumentava a sua organização. Eles foram a primeira classe na história que podia se organizar, e mais importante que isso, permanecer unida por bastante tempo.

Georges Sorel, o escritor mais radical do período anterior à I Guerra, ex-marxista e revolucionário sindicalista, lhes atribui grande poder quando afirmou que os proletários iriam tomar o poder através de uma greve geral e com a violência. Esse autor foi usado pelos ditadores Lênin, Hitler, Mussolini e mais tardiamente por Mao para gerar guerras.

Os operários de 1913 não possuíam quase nenhum benefício, e 50 anos depois eram o maior grupo isolado de todos os países desenvolvidos com vantagens trabalhistas, que iam desde a segurança no emprego até assistência de saúde e educação. Os seus sindicatos se tornaram forças políticas no mundo todo.

Esse crescimento ocorreu a partir da migração dos camponeses e funcionários domésticos para a indústria. De forma alguma isso foi imposto. Eles viam na dedicação à essa nova ocupação mais vantagens do que em seus antigos ofícios.

Começamos pela análise de que as primeiras fábricas eram de fato ´´Usinas Satânicas ´´ do grande poema de Willian Blake. Mas o campo não era ´´terra verde e agradável da Inglaterra´´ do mesmo poema, na verdade era um cortiço ainda mais satânico. O que comprova isso é que a mortalidade infantil caiu drasticamente com o êxodo rural e com a conseqüente preocupação em manter as pestes longe das cidades. Outro ponto que favoreceu o crescimento dos operários foi o fato de que realmente eles viviam na miséria e eram explorados, mas viviam melhor do que nas fazendas e casas de famílias onde eram ainda mais mal tratados. Os proletários também tinham um tempo definitivo para trabalhar e o que restava era seu para fazer o que bem entendesse. Isso não acontecia com os que trabalhavam no campo ou em casas familiares, em que a toda hora poderiam ser solicitados.

Para os agricultores e empregados domésticos o trabalho na indústria era uma oportunidade - de fato a primeira que lhes havia dado - para melhorar de vida sem precisar emigrar. Cada geração via a anterior um pouco melhor. E isso estimulava ainda mais essa migração.

Durante o século XIX a produtividade dessa classe aumentou cerca de 4% ao ano, o que gerou praticamente todos os ganhos dessa época. Boa parte desse resultado ficou nas mãos dos próprios trabalhadores, que multiplicaram seu salário cerca de vinte e cinco vezes e reduziram quase que pela metade as suas horas de trabalho. Portanto, havia razões de sobra para que a ascensão do trabalhador industrial fosse pacífica e não violenta como previra Marx.

A queda dessa expressiva classe vem acontecendo rapidamente desde o final da II Guerra mundial. O trabalhador industrial tradicional tem sido substituído por um tipo de trabalhador que Peter Drucker chamou em seu livro Landmarks of Tomorrow, de 1959, de trabalhador do conhecimento. Este funcionário é uma pessoa que alia o trabalho manual com o teórico. São exemplos dessa classe: técnicos de raios-X, fisioterapeutas, anestesistas, técnicos de computador, etc. Esse é o grupo de trabalho que mais rapidamente cresce no mundo. No presente momento 75% da riqueza mundial é gerada por trabalhadores dessa natureza e em 1975 eles geravam apenas 25% .


Na Era da Informação a quantidade de conhecimento disponível dobra a cada 2 anos.

O início da Era da Informação
Vejamos a opinião de dois estudiosos que determinam uma data exata e um motivo do início dessa transição.

Peter Drucker, renomado consultor de empresas e autor de dezenas de livros sobre o assunto, foi a primeira pessoa a chamar o momento que estamos vivendo de Era da Informação. É dele também o livro Administração em tempos de grandes mudanças que expõe claramente esse novo paradigma social. Este livro demonstra que podemos determinar o início da Era da informação a partir da atitude dos soldados americanos que, após voltar da II Guerra Mundial , tinham como uma das principais exigências a suas colocações imediatas em alguma universidade. Hoje isso pode parecer óbvio, mas na época foi muito marcante visto que aqueles que voltaram da I Guerra aspiravam apenas por um emprego seguro. Neste momento, por volta de 1946, o conhecimento já estava sendo mais valorizado do que o trabalho simplesmente operacional.

O sociólogo estadunidense Daniel Bell determina que a Era da Informação tem seu marco primordial uma década depois, em 1956, quando o número de ´´colarinhos brancos´´ ultrapassou o de operários no seu país. Ao perceber isso ele advertiu: ´´Que poder operário que nada! A sociedade caminha em direção à predominância do setor de serviços´´. Ou seja, o poder se direcionava àqueles que possuíam algum tipo de conhecimento que interessava a outros.

Estamos em um momento de muitas transformações, não há como negar que estamos em outra Era. O trabalho atual se parece muito pouco com a forma mecânica adotada na Era Industrial.

Vivemos em um mundo extremamente dinâmico onde cada vez mais o conhecimento será valorizado. Podemos prever que o acúmulo de informação, muito em breve, terá o mesmo valor que tinha o acumulo de patrimônio há pouco tempo atrás.
Algumas tendências já podem ser determinadas:

1. O aprendizado contínuo se torna imprescindível.
Aprender como aprender é a mais importante lição que podemos desenvolver em nossos dias.

2. É preciso especializar-se, unindo conhecimento teórico ao pragmatismo.
Quando os agricultores e funcionários domésticos passaram a trabalhar na indústria eles não precisaram de nenhum conhecimento específico. Afinal, apertar parafusos era mais simples que as atividades que eles já faziam. Hoje o operário que queira migrar para o trabalhado do conhecimento necessita adquirir um tipo de informação específica que lhe valha seu salário. Cada vez mais as instituições de ensino devem deixar de lado o conhecimento por si só e ensinar aquilo que poderá ser aplicado no campo de trabalho que a pessoa deseja atuar.

3. As empresas devem esquecer a premissa de conquistar resultados com baixos salários.
Uma crença generalizada, em especial por parte dos líderes sindicais é que a queda do trabalhador industrial nos países desenvolvidos deveu-se, totalmente à passagem da produção para o exterior, para países de abundância de mão-de-obra barata. Isso não é verdade.
Para exemplificar, nos anos 90 uma parte insignificante dos bens manufaturados importados pelos Estados Unidos é produzida no exterior devido aos baixos custos de mão-de-obra.

Enquanto o total de importações em 1990 representou cerca de 12 % de renda bruta americana, as importações de países com baixos salários representavam menos de 3% e apenas 1,5% eram manufaturados. Isso não explica porque esse país tinha de 30 a 35% dos empregos nessa área e hoje tem apenas de 15 a 18%. Além do mais a principal concorrência para a manufatura americana que vem de automóveis, aço e máquinas vem do Japão e Alemanha, países que têm salários até mais altos que os estadunidenses.

A vantagem hoje está na boa aplicação do conhecimento. Alemanha e Japão têm ganhado a concorrência dos EUA, pois estão sabendo aplicar melhor o conhecimento nesses setores que seus concorrentes. Vemos isso ocorrendo nos processos como o just in time e o toyotismo. Que tornam a produção mais eficaz reduzindo o custo da produção. Nestes processos há uma enorme troca de informações entre os trabalhadores e essa metodologia tem como premissa o aperfeiçoamento contínuo. Aprendizado contínuo que é característica da Era da Informação.

O toyotismo mostra nitidamente a diferença entre a Era Industrial, que tinha o modelo fordista, e o atual. Antigamente não havia aprimoramento da base para o topo. Os gerentes não aprendiam com os seus subordinados, apenas lhe davam ordens. As orientações vinham de cima e o funcionário as seguia. No modelo atual o conhecimento técnico, além de ser imprescindível, recebe estimulo ao desenvolvimento. Aprimorando-se sempre e tornando o processo cada vez melhor.

4. O poder está na mão das pessoas com conhecimento.
Mais uma premissa de Marx que não se concretizou é que o operário não possui e nem poderá possuir as ferramentas de produção, portanto ele é ´´alienado´´ e o capitalismo sempre o dominará.

Hoje as ferramentas são os conhecimentos que cada trabalhador especializado possui. O conhecimento não possui mais uma escala de valores, cada situação precisará de um tipo de know-how específico. Se o paciente chega ao hospital com a unha encravada de nada adianta um neurocirurgião atendê-lo. Embora esse médico tenha estudado mais de 15 anos sua especialidade, naquele momento seu conhecimento não tem valor algum. Quem deve fazer o trabalho é a pessoa que tem aquele tipo de habilidade.

Essas ferramentas estão acessíveis a todos. Nunca foi tão barato obter informações e ao mesmo tempo, nenhuma época as atribuiu tanto valor.

De nada adianta uma linda sala de cirurgia se o profissional é mal pago e não possui conhecimento suficiente a ponto de fazer a operação a contento. Hoje, as empresas dependem muito mais dos funcionários do que eles delas, o maior valor agregado das companhias está na cabeça de seus colaboradores. O mau desempenho não pode mais ser atribuído a fatores como a pobreza ou conspirações comerciais, ele só pode vir de ignorância na aplicação de conhecimento.

5. A Era da informação esta sendo mais do que uma mudança social ela é uma mudança na condição humana.
Na nossa época quantidade de esforço não significa mais resultado. Mãos calejadas não são mais sinônimo de trabalho honesto.

Será a capacidade criativa e pensante que sempre nos diferenciou dos demais animais, que determinará o sucesso das pessoas na economia mundial.

Quais serão os novos compromissos da sociedade, o que ela vai significar e para onde rumará nosso trabalho, não temos como saber.

O que podemos afirmar com certeza é que serão diferentes e cada vem mais.



A constituição dos Estados Unidos foi fortemente influenciada pela famosa obra de Adam Smith, A Riqueza das Nações. O que os dois tratados têm em comum é a valorização da capacidade do indivíduo de realizar algo de produtivo para si e aumentar por conseqüência a riqueza de todos que estão a sua volta. Ayn Rand, famosa escritora russa defensora da idéia acima chama isso de ´´virtude do egoísmo´´. Boa parte do sucesso do país mais rico do mundo se deve a influência dessa ideologia em seus habitantes desde a sua independência. Lá o resultado lícito é visto com bons olhos pela população e todos lutam por isso.

Quando pensamos em termos de riqueza e prosperidade, agimos também nessa direção. Não pararemos de lutar até que grandes obras se concretizem, passando do plano mental para o físico. Note a forte influência que as idéias têm em nossas vidas. Elas moldam o nosso comportamento. Tornar-se rico ou pobre dependerá diretamente do pensamento embrionário que molda suas crenças e ações.

Hoje temos no Brasil um meio de comunicação que exerce um poder incrível sobre toda a população. As novelas influenciam a forma de pensar de quase todos os brasileiros. Temos, portanto nelas, uma incrível ferramenta para melhorar a riqueza e posteriormente a qualidade de vida de toda a nação.

Dependendo de como esse programa de tevê encare o acumulo de patrimônio isso direcionará o país para a prosperidade ou o manterá patinando no subdesenvolvimento.

O que sugiro aos produtores de novela é que, se desejam ver o Brasil como um Estado de riqueza, deixem de lado essa imagem, que sempre é passada nas novelas, que para se vencer na vida é preciso roubar, mentir ou passar os outros para trás. Isso cria naqueles que têm bons princípios uma repugnância à prosperidade, pois esta é vista como um rompimento da boa conduta. E aquele que gera riqueza honestamente é tido como alguém que prejudicou a outros e que por isso sustenta status. A novela mostra também que os ricos sempre tratam os mais simples de uma forma ruim, o que é uma generalização perniciosa.

Podemos, através dessa ferramenta, mostrar à população que é possível alcançar prosperidade de forma justa e sendo assim todos lutarão por isto. O gerador de riquezas passará a ser visto como um exemplo a ser seguido. Criaremos dessa maneira um novo modelo mental para a prosperidade. Passaremos a ver o resultado com mais valor.

Os que não cumprem as leis devem ser punidos, mas não deixemos de reverenciar aqueles que alcançaram lucros justos e que lutam diariamente por um Brasil melhor.




Yoko Ono foi uma personalidade muito mal interpretada na vida pública. Isso se deve em grande parte à incapacidade que o ser humano possui de ver os fatos sob uma ótica mais abrangente. Acabamos acreditando sempre no que mais se encaixa com nossos paradigmas. Poucas pessoas possuem uma ampla visão dos acontecimentos a ponto de ter um discernimento mais aguçado dos fatos. A maioria assume imediatamente uma posição que se encaixe mais às suas conveniências.

Ela certamente possui uma força interior incrível e uma inteligência deslumbrante. Vemos por exemplo sua influência para o crescimento intelectual na obra de Jonh Lenon pós-Beatles. No entanto, ela tinha muitos fatores atuando contra na época em que seu marido, era a pessoa mais popular do mundo. Por odia-la, a mídia nunca lhe deu espaço para expor seu ponto de vista.

Vamos tentar olhar os fatos sob uma ótica diferente daquela que nos foi passada pelos meios de comunicação, afinal:

1. Ela não possui uma beleza estereotipada. Pelo menos não é a formosura que esperamos ver ao lado de uma pessoa famosa. Isso incomodava a quase todos que estão acostumados a ver ao lado de personalidades pessoas como Victoria Beckhan, que se orgulha de nunca ter lido um livro e que pouco acrescentam à nossa cultura. Irritava ver uma alguém aparentemente feia encantando o tão querido astro. Isso não se encaixa nos nossos padrões.

2. Yoko não sorria, é misteriosa e oriental. Isso gerava nas pessoas que a observavam uma certa insegurança por não saber nunca o que lhe agradava. Mais uma vez, atitudes e padrões que não se enquadram com os da sociedade ocidental. Para nós, as pessoas devem ser sorridentes e simpáticas mesmo que isso seja extremamente falso e maquiado. Preferimos acreditar no que queremos do que encarar a realidade.

3. Ela assumiu o controle dos negócios dele, demitindo vários advogados e empresários que ganhavam fortunas às custas da celebridade. Isso era e de certa forma ainda é muito mal visto. Nossa sociedade patriarcal não deseja que mulheres ganhem espaço, ainda mais nos negócios que sempre foram dirigidos por homens.

4. Jonh Lenon considerava Yoko Ono sua mestra, ele dizia que ela havia o ensinado tudo o que sabia. Isto contradiz totalmente a cultura das celebridades que se iniciava naquela época e que tomou proporções endêmicas nos dias de hoje. Essa cultura dá aos astros uma inteligência infinita. Eles são capazes de nos dizer tudo o que é melhor. "Sabem" qual é o melhor perfume, o melhor carro, o melhor regime, enfim aparecer na mídia lhe dá hoje um status de gênio. Qualquer coisa que você queira propagar será seguida por milhares de pessoas. Como podia uma japonesa ensinar algo ao ídolo máximo do momento? Jonh não tinha nada o que aprender com ela. Para a opinião pública, no nível de personalidade em que ele se encontrava, não havia mais nada o que aprender com ninguém.

5. Por fim o pior de todos os bodes expiatórios: Yoko gerou em Lenon a coragem necessária para que ele fizesse algo que desejava há muito tempo, sair dos Beatles. Isso foi o máximo que a sociedade poderia suportar. Jonh só podia estar hipnotizado. Ele não pensava mais com sua própria cabeça, havia alguém pensando por ele. Mas como ele mesmo afirmou em sua última entrevista "sair é muito mais difícil que continuar". Foi necessária uma coragem desumana para ele agir dessa forma e deixar que sua própria vontade prevalecesse ao desejo mundial. Somente com um apoio muito forte ao nosso lado conseguimos tomar decisões dessa magnitude.

Jonh Lenon era o filósofo do grupo, ele sempre conseguiu: "enxergar por baixo da superfície das coisas" conforme ele dizia. Era um contestador da sociedade como ela era composta. Chegou um momento que Lennon amadureceu, estava saturado de fazer "yeah yeah yeah" com as mesmas pessoas que dividia quartos de hotel desde que tinha 17 anos. Ele desejava fazer algo maior, mais perene e impactante.

Embora os homens hesitem em admitir, são as mulheres que nos possibilitam evolução. Devemos a elas boa parte de nossa força e de nosso progresso. Devemos a elas a maravilha do mundo em que habitamos, pois elas estão sempre lá para nos mostrar as coisas lindas da vida.
Provavelmente foi isso que Yoko fez a Jonh e que nossas parceiras nos fazem todos os dias. Ela lhe mostrou que mudar é imaginável, que seguir sua consciência para ter uma vida mais plena é possível. Que se você se acha um sonhador talvez não seja o único.

Mesmo estando aparentemente realizados profissionalmente, podemos construir um planeta melhor.

Jonh e Yoko nos mostraram uma relação de amor sincero que jamais presenciamos na história. Eles difundiam um sentimento puro que tinha a proposta de tomar o mundo. Eles propagaram o amor acima de tudo, a paz e a liberdade. Talvez a sociedade ainda não esteja pronta para uma ideologia tão bela. Eles tentaram, mas não foram muito bem aceitos.

Devemos à influência de Yoko uma das mais belas músicas já compostas, Imagine. Imagine que essa canção ainda inspira corações e mentes que buscam mais liberdade. A cada dia, nos aproximamos mais de um mundo sem fronteiras como ele sonhou, mas parece que nossa capacidade limitada de ver os fatos e adequar nosso julgamento aquilo que nos convêm ainda se aproxima muito ao tempo de Elizabeth I em que Liverpool era a principal porta para o mundo.

A morte do ídolo, como todas as coisas desagradáveis que acontecem pela vida trouxe algo de bom. Sua mensagem ficou mais marcada e tomou proporções que ele jamais idealizaria. Quem sabe se ele estivesse vivo e tivesse seguido o que todos queriam, que era retornar aos Beatles, poderia ter feito sucesso, mas com certeza não teria deixado algo tão valioso para nós que é a valorização da mulher e a coragem para fazermos aquilo que nossa percepção, e não os outros diz que é mais certo. Somente assim ficamos de consciências tranqüila e realmente felizes.

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