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Que prazer acompanhar a eleição Francesa. Ver que a poucos dias de escolher quem assumirá o governo um terço dos franceses ainda não havia optado por nenhum candidato. O melhor é saber que essa indecisão não vinha da falta de esclarecimento, mas porque os franceses procuram realmente saber o que cada candidato se propõe a fazer. A venda de livros sobre os futuros presidentes e suas propostas é enorme. Aquele que ganhar a eleição terá uma aprovação muito grande, pois ele foi escolhido com convicção surgida da compreensão.


Fico imaginando quando os brasileiros vão se dar conta de que governo não é tudo igual. Que dependendo de quem for para o poder vai mudar muita coisa na vida de todos nós. Governo é como a direção de uma empresa, se ela tomar decisões acertadas a instituição cresce e prospera. Se isso ocorrer ela acabará contratando mais gente e pagando melhor os funcionários que estavam no início do processo de desenvolvimento. Governo com boas diretrizes irá produzir resultados positivos. Caso ele não tenha noção gerencial vai prejudicar todas as pessoas que habitam sua terra produzindo resultados pífios.


Quando escolhemos alguém para qualquer cargo político estamos optando por uma instituição que recebe pelo menos 25% de todo o nosso dinheiro. Você daria um quarto do que você ganha a uma prestadora de serviços que você não conhece? Tenho certeza que ninguém faria isso. Você optaria para a que tem melhor qualidade. O mínimo que você faria, seria conhecer quais são os serviços que essa empresa presta e qual o seu histórico no mercado. É muito dinheiro para você desperdiçar sem nenhum cuidado.


Entretanto quando se trata de escolher políticos é exatamente assim que os brasileiros agem. Não se importam em nada com isso achando que pouco podem fazer para mudar o quadro que lhe desagrada. Podemos fazer muito sim, nós somos os clientes e os patrões dos governantes. Eles nos devem explicações e empenho em sua tarefa de fazer o Brasil melhorar.
Empresas se movem quando os compradores mostram insatisfação por seus produtos não os adquirindo. A partir disso ocorre uma revolução dentro da companhia para se reconquistar espaço e satisfação dos clientes. Votar é como comprar um produto ou serviço. Você está escolhendo quem vai decidir por muitas coisas na sua vida.


A primeira coisa que você deve fazer é saber que serviços são esses. Isso se faz conhecendo a proposta dos candidatos. Num segundo momento caso eles não cumpram com o que foi prometido pressione, aja, reclame, ligue para eles (encontramos facilmente o telefone do gabinete de qualquer parlamentar na internet). Assim como uma empresa age quando sofre queda nas vendas os políticos mudam quando recebem pressão da população. Eles precisam saber da insatisfação do povo, saber que este tem consciência do que eles se propuseram a fazer. Portanto nós precisamos mostrar isso.

Somente quando nós formos ouvidos teremos orgulho de viver em um país realmente democrático, já que tanto nos inspiramos nos franceses para as artes, filosofia, literatura copiemos também a evolução que eles conseguiram na participação política de sua população.



Pobre coitada da rotina, tão criticada, evitada e desprezada. Esse tipo de adjetivo é fruto de uma condição da mente humana que aspira por tudo à diversidade. Deseja por tudo manter-se alimentada de dispersão. O que nosso psiquismo quer são pensamentos diversificados para que se mantenha nossa natural instabilidade. No entanto a satisfação completa acompanhada de desenvolvimento e evolução caminha na outra direção. É justamente na estabilidade que está o segredo do sucesso e da realização pessoal.

Claro que precisamos, vez por outra variar e ter experiências diferentes. O problema é quando isso se torna uma regra. A próxima sensação terá que ser sempre mais forte e superar a anterior. Assim que a falta de diversidade entediar a pessoa, ela vai buscar um degrau mais alto de satisfação. Deixará, no entanto de explorar suas potencialidades, estará sempre diversificando o que a tornará superficial em todas as áreas.

Fazer as mesmas coisas é uma oportunidade única de nos aprimorarmos. Essa é a maior de todas as satisfações. Temos, com a rotina, a possibilidade de desenvolver potencialidades muito profundas que só a repetição poderá alcançar.

A excelência só advém com a repetição. É o treino que faz o gênio. O tédio só vai surgir se o sentido de aprimoramento constante e auto-superação não forem trabalhados. Caso contrário temos na constância desafios cada vez maiores e profundos.

Não deixe de agradecer cada segunda-feira, ela pode ser o começo de uma nova vida. Uma oportunidade ímpar para iniciar tudo com a vantagem de termos a experiência acumulada até a semana anterior. Saiba que se você tiver ambição, as ações serão as mesmas, mas os desafios internos cada vez maiores e mais complexos de serem vencidos. Boa semana a todos e ótimas realizações.

Voltamos à essência do trabalho de Sergio Buarque de Holanda, que analisou profundamente a psicologia do povo brasileiro a partir de toda a influência que a colonização portuguesa teve em nossa maneira de pensar, agir e sentir. O que mais aparece em sua tese, Raízes do Brasil é que o povo português deixou aqui uma forma bem individualista de ser. Isso se deve ao culto à personalidade tão presente em nossos colonizadores.

Nesta obra, ele mostra: ``é que nenhum desses vizinhos (referindo-se aos países europeus próximos a Portugal e Espanha) soube desenvolver a tal extremo essa cultura da personalidade, que parece constituir o traço mais decisivo na evolução da gente hispânica, desde tempos imemoriais. Pode dizer-se, realmente, que pela importância particular que atribuem ao valor próprio da pessoa humana, à autonomia de cada um dos homens em relação aos semelhantes no tempo e no espaço, devem os espanhóis e portugueses muito de sua originalidade nacional.`` Essa influência do culto a individualidade foi fortemente marcada no povo brasileiro, que já tinha no índio um tipo de personalidade forte.

O individualismo bem desenvolvido pode nos trazer bons frutos como demonstrado no artigo O que precisamos saber para sermos uma potência. No entanto, há muitos pontos que precisam ser desenvolvidos para que isso se torne uma vantagem.

Hoje no Brasil temos muita dificuldade de produzir larga escala com qualidade. Isso se deve ao fato de que para os brasileiros, nós significa: eu, meus amigos e parentes. ``Nossos`` políticos quando pesam em nós estão remetendo-se à essa limitação da terceira pessoa do plural. Isso se reflete em suas tomadas de decisão e em todos os serviços oferecidos pelo Estado.

Vejamos a educação brasileira. Quando ela era feita para poucos, tinha qualidade. Nossos pais estudavam em escolas públicas excelentes. Hoje todos que podem pagar por esse serviço que deveria ser oferecido, em boa condição pelo governo, preferem o ensino privado. Aumentou-se a produção, caiu a qualidade.

Se o Brasil deseja tornar-se um país desenvolvido temos que nos comprometer a construir um país com menos diferenças sociais. A elite deve lutar para deixar para trás o país de poucos. Hoje ela repete a mesma atitude da nobreza portuguesa, extrair do Brasil para gastar na Europa. Pouco importa os problemas aqui existentes. Devemos pensar que uma pessoa pobre não tem muito o que fazer, sua sobrevivência é a sua luta.

O Nós, se desejamos progresso deve abranger toda nossa população. Não deve apenas privilegiar aqueles que se acomodam sob as asas de nossa personalidade. O nós é agora compromisso com qualidade em grande quantidade. O Nós passa a ser um país onde os menos privilegiados possam ter condições de se desenvolverem e se realizarem. Afinal, não queremos um país de todos?

O amor e o medo são as duas emoções que mais movimentam o ser humano. Como já falamos da primeira delas em outro artigo, vamos tratar neste trecho do lado negro da força.

Se fizermos uma análise bem profunda desta sensação, chegaremos à conclusão que todos os tipos de medo têm na origem o medo da morte. Eles serão mais intensos na medida em que se aproximarem mais deste que é o maior de todos os receios. Entretanto, o temor da morte sempre foi muito válido na preservação de nossas vidas. Façamos uma breve introspecção no amedrontamento de uma personagem fictícia e vejamos o quanto uma crença aparentemente infantil pode prejudicar nossa performance. Nossa vítima tem um medo bem comum nas pessoas, falar em público e por isso se expressa muito mal na frente de mais de duas pessoas.

De onde vem esse medo? Uma resposta possível é que ela pode se sair mal na sua exposição.
Qual o problema disso? Talvez não seja bem vista pelas pessoas que presenciarem sua apresentação.

Qual é o receio de termos reprovação dos observadores? Se as pessoas não gostarem de nós acabarão se afastando e podemos tornar-nos infelizes.

Por que precisamos temer isso? Pessoas infelizes adoecem mais e consequentemente aumentam suas chances de morrer. No fim sempre chegamos a fonte geradora de todos os medo. O medo da morte.

Embora essas respostas pareçam simples e infantis nosso emocional normalmente é bastante imaturo e funciona desta maneira. Conseguindo retirar todas as camadas superficiais que tentam maquiar a realidade dos temores o que sobra lá no fundo é o instinto de sobrevivência.

Por ser uma emoção tão forte o medo vem sendo utilizado ao longo da história humana como uma das mais eficientes formas de manipulação. Quando tememos muito por algo e não temos coragem de enfrentar, acabamos fazendo qualquer coisa para nos livrar dessa sensação incômoda.

O ser humano tem pavor do desconhecido. Aquilo que nunca experenciamos pode nos conduzir à morte. Por isso, desde muito cedo, o homem receou a natureza. Ela era toda inexplicável em épocas primitivas. Por temer sua imprevisibilidade tentamos até hoje domina-la. Depois sofisticamos o medo criando o misticismo – misticum provém da mesma raiz latina de misterium. Este sistema de criar um mundo que não poderia ser visto ou controlado por simples mortais dava um poder infinito àqueles que diziam que conseguiam manipula-lo. Devido à força que o misticismo possuía, ele acabou sendo institucionalizado em forma de religiões. Hoje, elas estão aí para provar o poder que o desconhecido pode exercer sobre nós.

Nos dias atuais os sistemas de manipulação através do medo são ainda mais elaborados. Tudo o que tememos prende nossa atenção. Procuramos mais informações, pois assim talvez saibamos como agir quando uma situação inusitada ocorrer. Explicado está porque é tão lucrativo para os meios de comunicação expor tantos episódios violentos e amedrontadores todos os dias.

Uma pesquisa mostrou que a violência nos Estados Unidos cai a cada ano, entretanto ela ao mesmo tempo cresce em exposição na mídia estadunidense. Este tipo de atitude dá muito poder ao setor, pois ele passa a falar de um assunto que aparentemente preocupa a todos. Daquele tipo de informação parece depender nossas vidas. Mais uma vez se vê presente o medo da morte.

A manipulação através do terror também é utilizada pelo mercado de trabalho. O medo de ficar desempregado é motivo para que as pessoas sacrifiquem sua vida privada em função de algo que pode vir a acontecer. As empresas sabem disso e manipulam as pessoas com essa possibilidade. Os empregados acabam trabalhando mais e isso aumenta a produção, mas por outro lado cria-se uma sociedade repleta de pessoas tristes e insatisfeitas. Na outra extremidade temos aquelas que passaram pelo trauma de uma demissão, montaram seu próprio negócio e tornaram-se felizes e realizadas.

A obra literária que mais influenciou os Estados Unidos depois da Bíblia foi um livro chamado Quem é Jonh Galt? de Ayn Rand. A autora russa sofreu muito com a Revolução de seu país e fugiu para os EUA por não suportar a falta de liberdade em sua terra natal. Nesse romance de tese ela conta a história de um futuro indefinido no qual forças políticas de esquerda estão no poder dos Estados Unidos. O país entra em decadência e sua economia caminha para o colapso. Essa obra influenciou milhões de americanos, entre eles o gênio que presidiu o Banco Central Americano durante 20 anos, Alan Greenspan. Esse medo influenciou-o em muitas de suas decisões.

Seu maior medo era que acontecesse com eles, o mesmo que aconteceu na ex-União Soviética e na atual Cuba. Com uma grande preocupação que esse desastre ocorresse os estadunidenses lutaram com todas as forças para que um sistema mais liberal prevalecesse no seu país. Eles conquistaram seu objetivo e tentaram expandi-lo ao mundo. Vemos nesse caso um aspecto positivo do medo, ele nos faz agir e crescer para que espantemos aquilo que possivelmente possa nos prejudicar.

Agora como podemos lidar com uma emoção que de tão forte pode nos deixar dominados por seu poder e menos conscientes?

O medo é um fenômeno psicológico. Ele é criado dentro de nossas mentes a partir de uma combinação de traumas, expectativas e receios. Embora possamos tentar nos afastar dele, se a crença que o alimenta não for alterada ele continuará habitando nosso inconsciente. Não há como refugiar-se é preciso enfrentá-lo.

Nas filosofias iniciáticas existe um conceito chamado de Senhor do Umbral. Esse fenômeno aparece em determinado estágio de nossa evolução pessoal e é formado pela soma de todos os medos que temos multiplicados na última potência. Aquele que deseja evoluir internamente, em algum momento, deve encarar face a face seu monstro amedrontador. Na verdade ele não existe, é apenas uma ilusão criada no psiquismo. O conceito do Senhor do Umbral nos ensina que se temos determinado medo, não devemos fugir dele, pois uma hora ou outra ele aparecerá.

O medo toma proporções gigantescas por uma distorção na nossa mente, quando enfrentado ele se reduz ao uma simples ilusão facilmente quebrada. Nesse caso, a expectativa sempre supera a realidade. O difícil nesse processo é manter a decisão de vencê-lo, pois quando o enfrentamento ocorre vemos que a proporção gigantesca do medo na realidade é bem mais reduzida que imaginávamos.

Se uma pessoa tem medo de cobra, não deve evitar por tudo esse animal nada amistoso. Ela deve ir se aproximando aos poucos. Pode começar a estudar serpentes e ver seus documentários. Vai descobrindo que a proximidade ao temor lhe traz confiança e não mais medo. Depois ela faz uma visita a um zoológico. Em pouco tempo, se tiver vontade para vencer seu trauma, estará tocando em uma delas com muita naturalidade. Os medos existem para serem vencidos e nos tornarem mais esclarecidos e confiantes. A sensação advinda do vencimento de um trauma é uma sensação de coragem e de que você é imbatível. Vale a pena vivenciá-la.

Seja qual for o seu medo enfrente-o. O dia em que você passar por ele saiba que é menor do que você acha. Tente vencê-lo, é questão de prática, de ir conquistando confiança aos poucos. Depois de vencido você perceberá o quanto ele é mais fácil de dominar do que você imaginava. Essa atitude o tornará uma pessoa melhor e mais segura de si. Não há o que temer nessa vida, encare seus medos como desafios e torne-se maior do que és.

O outro texto sobre esse assunto talvez não tenha dado a dimensão que esse ato, tão evoluído que é compartilhar, merece. O ser humano nasce com uma dependência total dos seus progenitores, passa pela adolescência e inicio da fase adulta em que busca a total independência, mas é quando começa a trabalhar em equipes e contribuir com outras pessoas compartilhando conhecimento que fará grandes realizações.

Fazendo uma breve análise da história humana também passamos por essas fases. Saímos de um período no qual tínhamos total dependência da natureza, depois da igreja e do Estado para um momento que desejávamos apenas a independência e por essa atitude acabamos por agredir e prejudicar o meio-ambiente onde vivemos. Atualmente, o homem sabe de sua ligação com tudo, tem consciência que vivemos em um mundo sistêmico onde ações feitas em um tempo espaço vão afetar todo o planeta por muito tempo. Vivemos um momento de total interdependência. Hoje sabemos o quanto precisamos ter uma boa relação de troca com a natureza e com as coisas sutis do universo para que vivamos uma vida equilibrada e feliz.

Existe uma lei cósmica, que os hindus chamam de karma. Essa lei se parece com a lei de ação e reação de Newton, mas vale para tudo o que fazemos na vida. Tudo aquilo que doarmos retornará para nós muitas vezes multiplicado. Assim como uma vela com fogo acende outra vela sem perder sua chama inicial, quando damos não perdemos aquilo que temos. Muito pelo contrário, ampliamos o que foi entregue com esta atitude.

Vejamos alguns pontos nos quais compartilhar se torna mais do que importante para nos desenvolvermos:

O compartilhamento na pedagogia

Acredito que a atitude que me fez aprender profundamente sobre vários assuntos foi o fato de começar a lecionar muito cedo. O professor não aprende para ele, ele aprende para ensinar. Em outras palavras ele entende para compartilhar. Aprender com o propósito de transmitir é certamente a maneira mais eficaz para se entender qualquer assunto. Esse tipo de atitude, que pode ser adotado por qualquer pessoa, dedique-se ela ao magistério ou não, faz com que você tenha uma atenção dobrada quando está aprendendo. Você precisará conhecer aquele assunto a ponto de transmiti-lo. A natureza é muito sábia e quando passamos adiante o que aprendemos, ela nos ensina mais. Aquele que mais aprende é o que transmite o conhecimento e não o que recebe. Por outro lado, quando retemos o conhecimento apenas para nós ele acaba sendo esquecido e perdido. Compartilhar conhecimento é ampliar sua visão sobre o assunto que você expõe.

O compartilhamento nas empresas

Há hoje uma corrida gerencial para o que as empresas chamam de horizontalizar a administração. Isso significa compartilhamento de poder. Cada dia mais, a decisão passará a ser tomada pelos mais variados colaboradores da companhia e não se concentrará apenas naqueles que possuem cargos de gestão mais altos. A opinião de todos é importante e aquele que está no front tem muito mais condições de acertar na decisão do que aquele que vê a empresa apenas a partir de planilhas. Compartilhar tomada de decisões só traz benefícios para a empresa. Quando toda força é concentrado em poucas pessoas e feed-backs não são considerados a probabilidade de erros se torna muito grande. O compartilhamento do poder também torna as pessoas mais comprometidas, afinal elas se vêm diretamente responsáveis pelos resultados.

O compartilhamento na administração pública

Provado está que um Estado enxuto aumenta a probabilidade de crescimento do país. O que ocorre nesse caso é que o governo transfere o poder para a população possibilitando que mais gente interfira no crescimento da nação.
O socialismo, que concentra toda a força no Estado, se mostrou ineficiente e incapaz de gerar desenvolvimento. Uma vez, um estadunidense disse: ``O presidente dos Estados Unidos pode mandar no mundo todo, mas aqui ele não manda``. Esse país, com seu sistema de federalismo, transfere o poder para os estados federados que por sua vez reforçam os municípios e estes apóiam ao máximo a iniciativa de cada individuo. A premissa de uma boa administração pública é: aquilo que os estados podem fazer o governo federal não precisa interferir. Aquilo que os municípios podem fazer os estados não precisam cuidar. Por fim, tudo o que a sociedade puder realizar, nenhum governo deve se meter, no máximo controlar através de agências reguladoras. O poder na mão de muitos ou poder partilhado é mais forte também nesse caso.

O compartilhamento nas relações pessoais

Saber ouvir é algo que deve ser treinado e apreciado por todos. A nossa tendência é sempre nos concentrar mais em falar. Mesmo quando o outro está falando você não está ouvindo, esta se preparando para a resposta. Partilhar conhecimento depende de uma atitude que deve começar por nós. Primeiro ouça atentamente, para depois se manifestar. Quando isso acontece deixamos que novos pontos de vistas façam parte de nossa consciência, livrando-nos de uma única forma congelada de pensar. Pense mais em ouvir, em compreender para depois ser compreendido.

Ação e reação

O compartilhamento nos diferenciou das demais espécies. O fato do ser humano ficar próximo a mãe durante pelo menos quatro anos quando nasce, fez com que esta transmitisse o conhecimento acumulado por ela em vida e isso contribui em muito para a criança se desenvolver mais rápido. Nós, mais do que qualquer outra espécie, compartilhamos, por isso nos desenvolvemos e nos destacamos.
Para concluir, reforço a questão da causa e do efeito. Se você deseja conhecimento, distribua ensinamentos. Se quer felicidade, esparja alegria. E se deseja ser compreendido, compreenda.
Tudo o que você doar, retornará a você infinitamente multiplicado.

Duas das principais razões que fazem a administração pública não funcionar tão bem quanto a privada são:

1. O fato de que o propósito de um Estado o direciona para a acomodação e o de uma empresa obriga-a aprimorar-se para sobreviver;

2. A diferença comportamental existente entre aquele que gere um negócio e a pessoa que se dedica à vida pública.

A razão de existir de uma empresa é gerar resultado, servindo seus clientes para que se sintam satisfeitos pelo que receberam. O propósito de um Estado é prover saúde, educação e segurança à sua população.

No caso das empresas podemos escolher de qual desejamos consumir. Isso gera um movimento de competição saudável entre as companhias fazendo com que se aprimorem constantemente. O estado aparentemente não tem concorrente. Todos os que habitam a sua terra são obrigados a pagar imposto, mesmo que estejam insatisfeitos com os serviços oferecidos. A instituição que já possui seu resultado garantido acaba por se acomodar e se degradar com o passar do tempo.

O segundo problema que o estado enfrenta é o tipo de comportamento que aqueles que vencem uma eleição costumam ter. Comportamento este que difere muito do bom gestor. O político preocupa-se quase que unicamente com a sua boa imagem perante as pessoas. Tratar todos bem independentemente do resultado que estão gerando é a sua forma natural de agir. Já o empresário tem como foco a qualidade de sua instituição. Para ele, se um de seus funcionários não está desempenhando um bom papel será excluído. Dentro da vida pública isso acaba não acontecendo, pois os políticos querem agradar a todos e pouco se importam com o resultado. Dificilmente o político demite alguém importante ou que o tenha ajudado em sua campanha, por pior que seja o seu trabalho. Com essas atitudes, eles acabam tendo ao seu lado pessoas que também não se importam com desempenho e afastam os bons administradores.

A conseqüência desses dois fatores é observada na qualidade de nossa saúde, educação e segurança pública.

Para resolvermos estes problemas é necessário que o estado tenha a humildade de reconhecer que não consegue possibilitar à sociedade bons serviços e vá gradativamente privatizando tudo o que for possível reduzindo conseqüentemente o seu trabalho e tamanho. Um estado pequeno e forte possibilitará à iniciativa privada um ambiente de crescimento e prosperidade. Um bom exemplo de que o governo não é capaz de gerar desenvolvimento é a capital brasileira. Brasília tem um potencial econômico enorme devido à grande quantidade de dinheiro que circula por lá. Entretanto ao passearmos pela cidade vemos que ela ainda se parece muito com o projeto de Juscelino Kubitschek. Se desconsiderarmos os trabalhos que são motivados pelo poder público muito pouco se gerou de empregos fora disso ao longo desses anos.

Para melhorarmos o segundo ponto os políticos também terão que reconhecer sua fraqueza. Aquele que não possui capacidade administrativa deve ter ao seu lado um bom gestor e deve respeitar suas diretrizes no sentido de priorizar os itens mais importantes para uma boa administração pública. A gestão se faz importante em todas as áreas da nossa vida. Cortar gastos e pessoas ineficientes poderá prejudicar sua imagem, mas são imprescindíveis para resultados positivos.

Ao estado caberá proporcionar um ambiente onde as pessoas possam se desenvolver e serem felizes. Aos políticos compete o contato com a população para poderem passar aos seus aliados gestores o que a população mais precisa naquele momento.

Toda mudança precede uma tomada de consciência, com ela vem a vontade de aprimoramento. O fumante para com seu vício apenas quando percebe que aquilo faz mal para ele. Toma consciência de algo que está lhe incomodando e age para modificar.

Muito se fala sobre melhorar o país, mas pouco fazemos para efetivamente gerar alterações positivas. Por incrível que pareça coisas muito simples podem nos ajudar muito.

Brasília produziu no Brasil um grande afastamento do povo em relação às decisões tomadas por nossos políticos. Isso é péssimo, pois o povo se tornou passivo a toda tomada de decisão que ocorre por lá. Governo não é tudo a mesma coisa. Quando este toma decisões acertadas vai produzir efeitos positivos, se decidir erroneamente prejudica a todos nós. Devemos, portanto de alguma forma poder interferir nessas decisões.

Algumas ações simples que estão ao alcance de todos e que vão ampliar a sua consciência política fazendo com que dessa forma saibamos como mudar a gestão do nosso território.

1.Conheça Brasília, é ínfima a quantidade de pessoas que conhecem nossa capital. Não me recordo de nenhum país desenvolvido onde isso também aconteça. Visite a câmara, o senado o palácio do planalto, cumprimente políticos e fale do seu interesse pela boa administração do nosso país. Dessa forma você estará estreitando a distância entre você e as decisões do país, além do mais a arquitetura de Niemeyer por si só já vale o passeio.

2.Participe de fóruns políticos. Posso sugerir com conhecimento de causa o Fórum da Liberdade, que acontece em Porto Alegre/RS sempre no mês de abril. Participo desse evento todos os anos. Lá são expostos os principais problemas brasileiros e apresentados modelos de governos e práticas que produzem bons resultados. Esses fóruns nos dão uma noção para podermos avaliar melhor as decisões que são tomadas pelos nossos políticos.

3.Adote um parlamentar. Os políticos são pessoas como nós e estão sujeitos a erros e a pressões. O telefone do gabinete de qualquer deputado ou senador é facilmente encontrado na internet. Ligue, acompanhe e aja.

Somente com uma população mais consciente politicamente é que conseguiremos produzir resultados que nos levarão ao desenvolvimento sustentável.

Muito tem se falado do novo jogo da internet chamado Second Life. Nesse programa as pessoas podem criar um personagem virtual que vive em um site onde elas podem ter carros, imóveis, ir a festas, fazer amigos etc. Trata-se de um embrião de um futuro mundo virtual.

O questionamento que faço é: o que leva as pessoas a quererem ter uma vida paralela que com certeza não se compara à existência real em termos de possibilidades, aventuras e intensidade de sensações.

A procura de experiências como o Second Life vem do desconhecimento da capacidade humana e do universo que nos rodeia.

Na verdade já vivemos em um mundo virtual, onde tudo é possível e que depende apenas de nós para se modificar. Claro que para isso acontecer no planeta real, diferente do programa de computador, precisamos vencer nossos medos, condicionamentos e preguiças. É preciso força de vontade e disciplina para construir a vida que você quer, mas ela é possível e está ao alcance de todos os seres vivos.

Nossa vida segue o rumo de nossas ações e se temos total controle sobre o que fazemos podemos criar o universo que desejamos. O mundo não é um local estático e previsível como achava Newton, ele é um mundo de possibilidades que se abrem a cada movimento ou pensamento nosso.

O cosmos está aí repleto de oportunidades e experiências para serem colhidas. Apenas você pode escolher em que mundo deseja viver...

Enquanto a sociedade ocidental se debate no assunto da condição humana (até que ponto o homem é condicionado por sua fisiologia, sua hereditariedade, seu meio social, pela ideologia cultural da qual participa, por seu inconsciente e, sobretudo pela História, por seu momento histórico e por sua própria história pessoal) os hindus, há muito tempo, já trabalhavam para libertar o homem desses condicionamentos. Possibilidade negligenciada no ocidente.

O Hinduismo parte de uma visão altamente pessimista ou realista, a de que o homem é condicionado e por conta disso praticamente não possui livre-arbítrio. Reconhecendo o problema fica mais fácil buscar uma solução para essa grande questão existencial. Libertar o homem daquilo que foi imposto e deixar que este manifeste sua verdadeira identidade.

Por não conseguir vivenciar suas reais vontades nós ficamos invariavelmente presos ao que a sociedade nos impõe, no entanto o sistema indiano visa quebrar essa tendência tomando mais consciência de nossos condicionamentos e ampliando conseqüentemente o nosso poder de escolha.


Vejamos como o sistema filosófico naturalista do Hinduismo, chamado Sámkhya, entende esse conceito do condicionamento e descondicionamento.

O destino maleável ou karma
Segundo esse ponto de vista, quando nascemos involuntariamente adquirimos um karma. Uma espécie de destino maleável. Isso já é um grande ganho em relação a antigos conceitos que acham que o homem nasce com o rumo da vida determinado e imutável. Viemos ao mundo ganhando uma bagagem cultural e uma hereditariedade, mas poderemos direcionar nosso destino dependendo de como vamos agir durante a nossa existência.

As impressões ou samskáras
Quando criança, teremos as primeiras impressões do universo que nos cerca. Essas leituras do mundo são chamadas samskáras. Elas serão classificadas em três grupos dependendo da qualidade da experiência:
- Positiva, se for prazerosa;
- Negativa, se for dolorosa;
- Neutra, se não causar grandes impactos em nossos sentidos.

A partir da categoria percebida, seguiremos um dos mais fortes instintos animais que é fugir da dor e se aproximar do prazer. Faremos de tudo para repetir os samskáras positivos e evitar os negativos. No entanto, sensações são mutáveis e dependem diretamente de nossa hereditariedade e influências culturais. São as pessoas que nos educam, nossos amigos e o meio onde vivemos que determinam para nós o que é prazeroso e o que é doloroso.

Vejamos o exemplo do cigarro. Todo fumante não teve deleite algum quando experimentou seu vício pela primeira vez, certamente, ele detestou a experiência. Na ordem natural, ele deveria evitar esse ato e jamais repeti-lo. Não obstante, no meio em que ele vive as pessoas fumam. Se já não bastasse, ele vê uma propaganda com muita gente jovem e contente tragando cigarros e pensa que se fizer o mesmo alcançará a felicidade. Ele repete forçosamente esse ato até se acostumar. Em pouco tempo, a indústria do tabaco ganhou mais um ávido cliente.

O que vemos nesse caso é que os sentidos não são perenes, eles se moldam de acordo com o meio em que estamos. Observamos também, que as impressões que inicialmente foram classificadas como dolorosas podem passar a ser catalogadas como prazerosas. Tudo vai depender de influências externas.

Mostra-se assim claramente o grande poder que a hereditariedade possui em nossas decisões e o quanto ela limita nosso livre-arbítrio. Temos pouca liberdade de escolha, pois vamos sentir quase sempre sobre o prisma daqueles que nos ensinam e dos que estão a nossa volta e poucas vezes agiremos por vontade própria. Se não pararmos para perceber essas interferências em nossas decisões, não agiremos para mudá-las. Viveremos um determinismo ao estilo de Almodóvar, seguido o que nos foi incutido como bom ou ruim e não experienciando aquilo que realmente sentimos. A realidade é sempre construída a partir de crenças já pré-estabelecidas.

Os condicionamentos ou vasánas
Quando uma impressão é reproduzida várias vezes ela passa a outra categoria recebendo o nome de vasána. Com a repetição constante ela deixa de ser uma leitura dos sentidos e se torna um condicionamento.

Vasána é um termo sânscrito que significa leito. Para entender o sentido da palavra, imagine que a mente vem ao mundo sem nenhuma impressão, como uma folha de papel branca. A cada experiência vamos fazendo uma pequena marca em nossos registros e classificando-a. Quando repetimos as ações prazerosas, fazemos vários sinais iguais no mesmo local criando com isso um leito, daí o nome vasána. Nossa tendência é repetir as impressões positivas sempre que tivermos oportunidade. O condicionamento em si não é algo ruim, ele é inevitável e em muitos casos ajuda-nos a tomar decisões mais rápidas. Imagine o transtorno que seria você não ter o condicionamento da ordem que se põe uma roupa, precisaria pensar todo o processo e perderia muito tempo com isso.

O que prejudica é quando o vasána fica tão forte que passa a interferir em nossa vontade. Aquilo que a sociedade nos impõe como regras, na maior parte das vezes contribui para a nossa sofisticação como pessoas, entretanto não podemos ficar a mercê dessas normas. Sempre deve prevalecer nossa vontade de adotá-las quando importantes para o nosso crescimento pessoal ou não quando elas andarem num sentido oposto a esse. A grande armadilha do vasána é que ele tentará sempre reproduzir ao máximo as experiências, mesmo que em determinado momento essa não seja a nossa vontade, tirando-nos assim o livre-arbítrio. Não basta apenas se conscientizar deles, o viciado, por exemplo, sempre acha que vai reproduzir seu vício pela última vez, mas quando a situação aparece se ele não agir repetirá o condicionamento.

Quando a pessoa está longe da situação é fácil visualizar o que é melhor para ela, no entanto é quando a oportunidade de reproduzir o condicionamento ocorre que veremos o tamanho do seu livre-arbítrio. A tendência é a vontade tomar conta da consciência e prevalecer o velho hábito.
Vejamos mais um exemplo que ilustra bem essa situação.

Você passa em frente a uma padaria e sente um cheiro de bolo de chocolate. Na sua casa sempre havia bolo de chocolate e sua mãe o fazia com muito carinho. Esse bolo era adorado também pelos seus colegas de colégio e sempre foi seu lanche favorito na escola (karma), como aquele doce foi desde a primeira vez classificado como saboroso (samskára) ao sentir seu cheiro você adentra à padaria e o vislumbra. Sua cor e textura estão perfeitas. Seu aroma de tão intenso foi percebido lá de fora por você e uma vontade incontrolável faz com que você solicite um para o atendente. (samskára) Colocando-o na boca você saboreia por instantes intermináveis aquele delicioso bolo. A experiência é muito positiva e você sai da confeitaria feliz. No dia seguinte, ao passar pelo mesmo local, você sente o cheiro, entra na padaria, avista o seu objeto de desejo e repete a ação de experimentá-lo. Mais uma passagem pela padaria e as mesmas ações são repetidas (vasána). Chega um dia que você decide que não vai comer mais bolo de chocolate, você está de regime e isso é uma decisão legítima. Ao passar em frente à confeitaria... nesse momento que vamos medir qual é a profundidade do seu vasána e até que ponto ele rouba o seu livre-arbítrio. O pior é que a mente faz truques para parecer que a decisão é realmente sua. Frases como ``só hoje`` ou ``me reprimir é pior que não comer`` aparecem e atraem a repetição do condicionamento. Quanto mais você for conduzido a atualizar suas impressões positivas, menos vontade própria você terá.

Com essa história conseguimos vislumbrar o quanto nossa educação interfere na forma de lermos o mundo e conseqüentemente em nossas ações. Vemos também o quanto somos estimulados a repetir aquilo que nos satisfez, mesmo que essa não seja nossa vontade atual. A humanidade evolui muito devagar, pois temos condicionamentos muito parecidos com o que os nossos pais tinham. Aprendemos com eles o que era bom e o que era ruim e assim, pouco podemos fazer em termos de melhorias internas. Acabaremos por repetir condicionamentos. Nossas ações nos levarão há uma condição existencial muito parecida com a que tinham aqueles que nos embutiram os desejos. ``Ainda somos os mesmo e vivemos como os nossos pais`` diz a famosa música de Elis Regina.

O ciclo existencial ou samsára
A roda da vida ou do nascimento, existência e morte é chamada pelos indianos de samsára (não confundir com samskára, impressões) e se dá da seguinte forma: a partir de nossa hereditariedade vamos ter impressões do mundo, estas gerarão condicionamentos conforme o que nos foi imposto como bom ou ruim e isso gerará uma forma de viver parecida com a de quem nos precedeu.

KARMA – SAMSKÁRAS – VASÁNAS –
Os condicionamentos nos levarão a ações que recomeçam o ciclo
KARMA – SAMSKÁRAS – VASÁNAS e assim ad infinitum..

Para a corrente hindu espiritualista a única saída é aprender o que for possível nesta vida para morrer e reencarnar em uma condição um pouco melhor. Os naturalistas acreditam que independentemente de onde, quando ou como você nasceu, todo o ser humano tem condições de em vida alcançar a libertação. O objetivo é livrar-se do ser condicionado e atingir o que eles chamam de môksha, o liberado em vida. O môksha é uma pessoa sem condicionamentos, aquele que segue realmente a sua vontade.

A liberdade
O Sámkhya nos ensina uma saída para a prisão desse ciclo vicioso. Escaparemos fazendo o caminho contrário.
VÁSANA – SÁMSKARAS - KARMA
Toda mudança precede uma tomada de consciência daquilo que desejamos cambiar. O primeiro passo para sair de algum vício ou condicionamento é saber que ele existe.
Portanto você precisa:
- Aplicar um auto-estudo constante para saber quais condicionamentos estão influenciando de forma negativa o seu desenvolvimento pessoal ou privando sua liberdade de escolha.

No entanto só observar não basta e mudar é muito mais trabalhoso do que imaginamos. Os condicionamentos uma vez enraizados fazem de tudo para se atualizarem e jamais desejam morrer. A sugestão que fica para vencê-los é começarmos a mudar pequenos hábitos. Isso representa ganhar pequenas batalhas. Vasánas mais fracos são mais fáceis de serem vencidos.

Um exemplo simples pode ser você se determinar a arrumar sua cama todo dia pela manhã. Mais do que pela organização, realizar aquilo que nos determinamos faz crescer dentro de nós uma autoconfiança que nos possibilitará mais a frente modificar áreas muito profundas no nosso inconsciente. É necessário que se tenha muita disciplina e auto-superação, pois caso você tenha se comprometido e não cumprido, gera-se o efeito contrário e você passará a acreditar menos em sua capacidade de melhorar-se.
Quando começamos a perceber aquilo que dentro de nós não é vontade própria e sim imposição do meio social que vivemos já demos o primeiro passo para a liberdade. Tendo força e confiança para modificar aquilo que queremos, passamos a deixar os leitos dos condicionamentos mais rasos. Os vasánas se tornam mais controlados até o ponto de serem apenas samskáras (impressões). Nesse ponto o ato deixa de ser um condicionamento conduzido por forças do inconsciente e passa a ser uma vontade que só se realizará com uma decisão lúcida que pesou prós e contras.

Nesse estágio podemos realmente escolher, sem agir pela tendência. Com grande liberdade de escolha será fácil a atuar em nosso karma (destino) e fazer da vida aquilo que bem entendermos. Deixando de seguir aquilo que foi determinado para você ser para manifestar o que você deseja no mais fundo do seu âmago.

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