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A próxima semana promete ser intensa para os empreendedores que gostam de entender melhor a arte da gestão. O CJE-FIESP organiza no dia 16 de novembro o V Congresso Paulista de Jovens Empreendores. A presença de Romero Rodrigues do Buscapé e Marcelo Taz do CQC já está confirmada. No mesmo dia, o Instituto Endeavor inica a Semana Global do Empreendedor que também contará com inúmeras atividades para ampliar o aprendizado dos jovens empresários.

Acredito que o empreendedorismos seja a maneira mais eficaz de nos aprimorarmos como seres humanos e ao mesmo tempo de influenciarmos positivamente a sociendade. Quando alguém inicia uma empresa, terá que se defrontar com seus maiores defeitos, mas também será impulsionado por suas qualidades. Tudo o que de bom ou ruim o novato empresário possui, aparecerá claramente em seu negócio. A medida que ele for se aprimorando como pessoa e por consequência fazendo sua instituição, conseguirá deixar mais marcado no mundo as idéias nas quais acredita. Por isto, apoio tanto estas inicativas.

Para saber mais acesse.

www.cjefiesp.com.br
www.semanaglobal.org.br


De mãos dadas, sobem a Boulevard St. Michel em direção ao Jardin du Luxembourg. Paris brilha! É um daqueles dias perfeitos para deitar na grama, tomar sol dourado e sorvete rosado. O Mc Donald’s da rua contrasta com a arquitetura Haussmanniana. Está tão deslocado quanto a moderna pirâmide de vidro que jamais sentiu-se à vontade na frente do Louvre. Preferem o Pompidou. Afinal de contas, os contrastes sempre fizeram parte das suas rotinas e retinas. Não estranhariam nem mesmo se o Ronald, ao invés de vermelho e amarelo aparecesse pintado de bleu, blanc et rouge.

Marie sorri e olha para cima, Mathieu admira seus lábios. A brisa tira-lhe a franja do rosto. Pensou que jamais conseguiria admira - lá depois da fervorosa discussão que tiveram semana passada. É a montanha-russa do amor. Onde, quando a emoção ameaça desaparecer, surge o loop de 360o para dá-la mais intensidade.


Uma labareda - não a que destruiu o acervo do Helio Oiticica - mas de um fogo cultural resplandecente está iluminando a mais artística cidade da América Latina. Por aqui, estão acontecendo muitas atividades importantes ao mesmo tempo. Começemos pelos vizinhos MuBE - MIS. No primeiro, ao ar livre, lindas fotos preto-e-branco das ruas de Paris. Internamente a exposição "The Spirit of Boz", do pscicanalista e artista Julien Friedler, traz quadros de arte moderna com conceitos de Freud e Jung. No MIS, uma instalação da conceituada e já comentada Pipilloti Rist. A suiça montou com elementos da nossa cultura, como panos de estampas brasileiras e redes, uma instalação lindíssima, na qual deitados, vemos as projeções dos seus vídeos sensoriais passarem no teto. Para mim, a impressão de pertencer ao filme foi ainda mais forte nesta instalação do que na megalomaniaca que vi no MoMA.


O motivo pela qual o slogan I LOVE NY fez tanto sucesso e perdura é que isto é a mais pura verdade tanto para seus moradores quanto para aqueles que visitam a Big Apple. Os parisienses reclamam que Paris é cara demais e que só os turistas conseguem aproveitá-la, já os portenhos não conseguem prosperar economicamente, os paulistanos, estes nem se fala, nunca vi um povo reclamar tanto. Talvez até tenham um pouco de razão, mas a não ser que você tenha nascido em Havana, ninguém é obrigado a morar numa determinada cidade. Mas voltando a NY, é gratificante observar o quanto seus moradores apreciam aquele lugar, não falo apenas dos privilegiados donos dos metros quadrados mais caros do mundo, mas também dos que vivem no Queens, Brooklin e até mesmo no Bronx.

Acredito que esta satisfação se deva em boa parte à enormidade de atividades que a cidade oferece, muitas delas gratuitas, somada à facilidade de acesso. O metro de NY é uma das coisas mais valiosas de lá. Por ele, podemos ir a todos os lugares, 24h por dia, sem precisarmos nos estressar com o trânsito que os paulistanos tanto reclamam. O metro torna NY uma cidade unida e acessível a todos. Com isto, a sensação de exclusão que as pessoas mais carentes possuem reduz muito e conseqüentemente a criminalidade cai.




Desde que o homem das cavernas começou a fazer suas pinturas rupestres e enfeitar seus materiais de caça, a importância da Arte e também sua continuidade foram questionadas. Em 1839 quando a fotografia foi inventada, os pintores temeram que nunca mais alguém fosse pagar pelo seu trabalho. Mas ao contrário do que esperavam, a tecnologia foi justamente o portal para representações mais profundas da Natureza através do movimento Impressionista. Um pouco antes, em 1824, após Beethoven trazer ao mundo sua magistral Nona Sinfonia, os músicos se olharam e disseram "E o que faremos agora se todos os recursos disponíveis foram usados neste concerto?" A música não apenas sobreviveu como evoluiu muito depois daquela apresentação em Viena. O interessante é que naquela época mudanças na Arte influenciavam mais diretamente a própria arte. Tal como o Impressionismo que modificou a música de Debussy e Ravel.

Atualmente ninguém mais (será???) questiona a importância das Artes e sua aplicabilidade em nosso dia-a-dia.


Num passado não muito distante o que as pessoas mais buscavam para alcançar sucesso profissional era especialização. O passar dos anos virou muitos dos nossos dogmas de cabeça para baixo. Com relações cada vez mais sistêmicas afetando-nos diariamente, não podemos mais tentar resolver os problemas isolando-os tal como faziam os antigos médicos do cérebro com suas lobotomias. As pessoas que serão mais bem sucedidas nestes novos tempos são aquelas que conseguirem entender que problemas complexos só aceitam soluções multidimensioais. Para que as mudanças funcionem, precisam atuar em múltiplas dimensões até chegarem a causa. Caso contrário, funcionarão apenas como paliativo.




Alguns lugares possuem um tipo de vibração inexplicavelmente sedutora. Podemos não ver nada de diferente, mas a sensação no ar nos arrebata, como se estivéssemos de fato vislumbrando o extraordinário. Um prazer no estar... ali, e em nenhum outro local.
Buenos Aires exerce este tipo de fascínio sobre o meu espírito. Me encanta!
Por lá, recebi uma severa crítica dizendo que o tempo que eu dedicava a este blog, aos meus contos, à arte e à literatura não me levariam a nada. Tudo isto apenas me desvia e não produz de fato nenhum resultado. Magoei! Até pensei em dedicar-me menos ou largar esta tarefa, que de fato, em termos monetários não me traz nenhuma receita ao mesmo tempo que demanda muito tempo. Me senti como os tantos escritores que vi na FLIP e outros dos quais li as biografias e que diziam que jamais tiveram compreensão no seu labor.
De fato, escrever ainda não é visto como algo que merece reconhecimento no Brasil. Um dia eu vi a Fernanda Young dizer que o único escritor brasileiro que vive apenas de escrever é o Paulo Coelho. Na maioria dos casos blogs bonitinhos ou que tenham um nome mais apelativo são mais visitados que aqueles que realmente podem produzir algo importante.


Segundo o Sámkhya, filosofia especulativa naturalista que surgiu na Índia há 5000 anos, existia no início do cosmos apenas uma partícula condensada de consciência, que eles chamaram de Púrusha, que se traduz por homem.

Essa essência absoluta não era afetada pelas dualidades que vivemos em nossas vidas. Para ele não existia certo nem errado, claro ou escuro ele somente observava e simplesmente era, não interagia, nem era afetado por coisa alguma. Para o Púrusha os conceitos não se dividiam em pares de opostos, ele permanecia sendo o que era eternamente em todos os lugares que existiam. Em um determinado momento, essa essência de consciência sentiu necessidade de se manifestar.


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